Quinta-feira, Agosto 31, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Gislaine Jansen


Ilustração da aluna do curso Superior em Moda - Furb/SC - 2005.

Croqui desenvolvido para Coleção de gestantes. Inspiração na cultura Indiana.

Técnica: aquarela em bisnaga e lápis aquarelável.

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

READING - Observatório de Sinais

Já está nas livrarias a segunda edição do livro “Observatório de Sinais – Teoria e Prática da Pesquisa de Tendências”, de Dario Caldas (Ed. Senac Rio). Verdadeiro marco teórico no estudo sobre o tema “tendências” no Brasil, o livro apresenta a metodologia de trabalho do Observatório de Sinais e vem sendo adotado como ponto de partida para o desenvolvimento de programas e disciplinas, em vários cursos universitários do País. Seu sucesso explica-se, também, por sua crescente utilização como ferramenta por empresas, agências de publicidade e institutos de pesquisa, que buscam metodologias diferenciadas e inovadoras para incorporar a análise de tendências em suas estratégias para os respectivos mercados.

Boa Leitura!

Terça-feira, Agosto 29, 2006

ON THE STREET - Frio em Blumenau/SC



...... Ao som de seu MP3, Camila elaborou uma feliz composição ao ordenar as peças de seu visual.
Ela usa blusa de linha gola rolê, saia assimétrica de estampa gráfica e modelagem evasê, legging e sapato estilo sapatilha.
Para deixar o look mais divertido, usou ao redor do pescoço cachecol feito com pon-pons de pele de chinchila coloridos.

Segunda-feira, Agosto 28, 2006

EVENT - SC Mostra Moda Jeans

Entre os dias 30 de agosto e 02 de setembro indústrias de Rio do Sul, Blumenau, Brusque, Criciúma, Itajaí, Balneário Camboriú e Florianópolis desfilarão as coleções de verão 2006/2007 nas passarelas do SC Mostra Moda Jeans, que estarão operando no Pavilhão da Santur, em Balneário Camboriú.

O desfile dos estudantes selecionados para o concurso "Canatiba Mostra Novos Talentos" dará início ao evento. O SC Mostra Moda Jeans conta com o apoio da Têxtil Canatiba e com a parceria da Haco Etiquetas, Linhas Círculo, Fiesc e Barigui (revenda Fiat). Mais informações www.mostramodajeans.com.br

FREE ZONE - Designer de Moda

O profissional que a atua na área de design de moda tem que ser exageradamente meticuloso nas suas criações. Tomar o cuidado de harmonizar formas e texturas e combinar cores.

Preocupar-se em desenvolver um produto inovador, ecologicamente correto, anatômico, atual, de aspecto elegante e vendável.

Todos estes itens aplicados sem fugir do público a que se destina.

Um disegner de moda tem que ser um criador profissional!

Domingo, Agosto 27, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Rafael Mendes
























Ilustração desenvolvida pelo professor Rafael Mendes.
Técnica: caneta marker e photoshop.

Sexta-feira, Agosto 25, 2006

INTERVIEW - Rafael Mendes

Rafael Mendes é graduado em Educação Artística com Habilitação em Artes plásticas pela Univile/Joinville, especialista em Linguagens Visuais Contemporânea pela UDESC. Leciona as disciplinas de História da Moda, Desenho de Moda e Ilustração e projeto de produto I na Uniasselvi/Indaial e Desenho de Moda na Assevim/Brusque.

Como você percebe o processo criativo no desenvolvimento de um produto de moda?
O processo criativo é algo doloroso e é preciso elencar metas, objetivos, etapas e acima de tudo ter disciplina e metodologia – a metodologia não como uma ordem necessária a ser seguida, mas como direcionamento para guiar o processo criativo.

Criar algo inovador nos dias atuais é trabalhoso, porém não é impossível. É preciso aguçar a visão, sensibilizar o olhar, perceber o que esta a nossa volta e principalmente o que acontece no mundo. Sem pesquisa teórica e visual não existe processo criativo, pois esse só acontece a partir das referências que vamos adquirindo ao longo da nossa história de vida e como à percebemos.

Atualmente existem muitos produtos de moda originais, mas também muitas cópias – porque parece o caminho mais facial a ser seguido. A concorrência também é muito acirrada por isso, é imprescindível estarmos atualizados e antenados disciplinando e explorando nossa sensibilidade, para estimular novas idéias e assim descobrirmos novas soluções e novos produtos.

Comente sobre o diálogo entre Arte e Moda na atualidade.
A fronteira entre as linguagens da arte e da moda é muito tênue, embora ambas as linguagens se utilizam dos mesmos elementos formais – textura, linha, cor, volume..... , porém não acredito que apenas uma estampa de uma obra de arte em uma roupa possa ser considerado como moda-arte. O diálogo é mais extenso, é preciso que ambas as linguagens estejam embricadas numa só, é preciso que haja um hibridismo de categorias, e que principalmente em nossas mentes surja a dúvida: isto é moda ou arte?, quando vemos uma roupa ou um objeto.

Por exemplo, o que Jun Nakao fez em sua coleção “A costura do invisível” – com suas roupas de papel - considero como arte. Ele coloca suas roupas nesta categoria quando utiliza um material perecível e efêmero em sua produção e, porque fundamentalmente, ele transforma o conceito do usável para o não usável, passando a ser uma apreciação estética. Aproximando assim, a sua obra da arte contemporânea que se utiliza de materiais efêmeros e até mesmo obras que são efêmeras porque duram um determinado tempo. É o que acontece com sua coleção “A costura do invisível” ao fim da apresentação todas as peças são rasgadas, importando sim o conceito e não o produto propriamente dito.

Ao desenvolver uma coleção fala-se muito da preocupação de se obter uma unidade visual. Quais elementos são necessários para que se consiga atingir essa unidade estética?

A unidade estética é ponto crucial para uma coleção bem resolvida. Quatro elementos considero importantes: a cor, o volume, a textura e a pertinência do tema escolhido. Acredito que sem esses ítens fica difícil estabelecer esta unidade visual.

Quem você destaca como ícone, hoje, na mídia da moda?
Sem dúvida destaco Madonna. Analisando outros artista de sua época, ela é uma das poucas que permanece na mídia (de modo ininterrupto) há duas décadas. Não cabe julgar seus talentos como cantora, atriz, empresária, no marketing, etc.

Madonna é um ícone, esta sempre a frente do seu tempo, é vanguardista. Tudo o que ela utiliza no seu visual vira tendência, moda. Desde os anos 80 quando fazia misturas carregadas com pulseiras de borrachas, crucifixos, correntes, rendas e lingeries por cima da roupa as meninas da época copiavam-na fielmente. Assim aconteceu quando lançou um compact disc Coutry, outro com influência oriental e por último um “CD” com influência da época “disco”. Neste ,destacou em seu look, referências da década de 70: malhas colants, bodys, lycras, brilhos, cabelo, estilo diva com informações do grupo ABBA. Nunca a mesma artista conseguiu lançar tantas tendências, durante toda sua trajetória.

Classifico Madonna no que autores como Dóris Treptow e Sue Jenskin Jones a enquadram, no efeito Trickle-down (gotejamento), uma das visões de como surge a moda. Este efeito começa no topo da elite (alta costura ou uma estrela pop) passando para as pessoas que estão mais próximas que se tornam os primeiros seguidores. Após, quando é percebido pela imprensa, marcas de griffes importantes reproduzem o estilo. Logo, pela grande exposição na mídia o estilo é absorvido por marcas populares (com materiais similares reproduzindo estilo e efeito semelhante) e por último, chega ao público em geral massificando o estilo.

Por todo seu profissionalismo, sua genialidade, seu despojamento à considero íncone na mídia da moda atual.

Quinta-feira, Agosto 24, 2006

ON THE STREET......Inverno em Floripa!





















A proposta deste novo quadro "on the street" é clicar pessoas nas ruas e mostrar seus looks. O objetivo central é divulgar gostos, estilos, atitudes ou looks interessantes e diferentes.

Stephanie e Luana usam versão trenchcoat (sobretudo) respectivamente:
- modelagem près-du-corps, de bouclê rosa com gola de pele e cinto amarrado na cintura;
- modelagem ampla, padronagem pied-de-coq, transpassado e cinto preso nas laterais.

Terça-feira, Agosto 22, 2006

FREE ZONE - Marília Valls


"A boa idéia, um pouco de loucura, a garimpagem do cotidiano, as acontecências, estilistas e designers atentos, esses elementos podem ser igredientes de um glamour novo, um achado, um caminho, um marketing de vendas. Mesmo que sejam coisas que incomodem, como a violência, a agressividade. Porque criar uma coleção é algo que precisa se ativar com sentimentos e sentidos. Moda tem espírito, cor, cheiro, forma e gosto."

Marília Valls. Estilista brasileira que se destacou nas décadas de 70 e 80.

Segunda-feira, Agosto 21, 2006

EVENT - Pós-Graduação de Negócios da Moda - Furb/SC

A Furb está lançando um curso de Pós-Graduação em Negócios da Moda. Este curso tem o objetivo de despertar no participante uma visão ampla e mercadológica na área e também na indústria do vestuário, pois busca aprimorar o conhecimento e as práticas relativas à análise de mercado, criação, desenvolvimento, comunicação e comercialização do produto de Moda.

Previsão de início dia 25/08/2006, mais informações (47) 3321 7370 ou pelo site: www.furb.br/pos.

Domingo, Agosto 20, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Juliana Radünz



Ilustração desenvolvida na aula de Desenho de Moda II - Furb/2005.

Técnica: Caneta marker (prismacolor) e caneta nanquim.

PROFILE - Kate Moss

A modelo Britânica Kate Moss (32 anos), depois do escândalo de seu envolvimento com drogas no ano passado, de suas promessas de reabilitação longe das más influências do namorado (Pete Doherty) e de perder contratos milhionários reaparece, absoluta!

Ela estampa a capa da edição de setembro da revista Vanity Fair usando apenas longas luvas brancas, botas de couro e um chapéu de pele.

Encabeça a lista dos mais bem vestidos ricos e famosos do ano, divulgada pela revista Variety. Vive lançando tendências, como a onda recente de usar shorts em casamentos, copiada por várias personalidades. Estrelou as últimas campanhas de grifes peso pesado do mundo da moda, como Burberry e Dior. Ela, literalmente, sacudiu a poeira e deu a volta por cima!

Sábado, Agosto 19, 2006

PROFILE - J. Carlos

























José Carlos de Brito e Cunha (J. Carlos - 1884 a 1950), ilustrador dono de um traço limpo e elegante, colaborou com as principais publicações brasileiras das décadas de 20 e 30. Deu vida a personagens memoráveis como a Melindrosa, o Almofadinha e Lamparina. Seus desenhos podem ser encontrados nas revistas "Careta", "Fon-Fon", "O Tico-Tico", "Almanaque do Tico-Tico" e "O Cruzeiro". mais informação: http://www.ivancabral.com/tributos/jcarlos.html

CINEVIEW - Do que as mulheres gostam

Do que as mulheres gostam (What women want/2000) é uma comédia romântica que está inserida no contexto de uma grande agência de Publicidade. Mel Gibson vive o papel de um publicitário canastrão, Nick Marshall, que está enfrentando um período de dificuldades profissionais.

A agência onde ele trabalha resolve ouvir os gênios do marketing e as opiniões dos institutos de pesquisas. Todas dizem que a mulher é a maior consumidora de produtos que existe.

Assim as propagandas com gostosas de biquinis estão com os dias contados. O negócio é investir todos os esforços para conquistar a alma feminina. Neste processo ele vai fundo na pesquisa do perfil de sua consumidora e tenta descobrir do que as mulheres gostam.

Direção: Nancy Meyers. No elenco: Mel Gibson (Nick Marshall), Helen Hunt (Darcy Maguire), Marisa Tomei (Lola), Bette Midler (Dra. J. M. Perkins) e Lauren Holly (Gigi). Site Oficial: http://www.whatwomenwantmovie.com/

Quinta-feira, Agosto 17, 2006

INTERVIEW - Teresa Cristina Rebello

Teresa Cristina Rebello é graduada em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, especialista em Moda: Pesquisa e Criação pela Universidade Estadual de Santa Catarina – UDESC/SC e Varejo de Moda pela Universidade Anhembi Morumbi de São Paulo/SP. É coordenadora do Curso Superior de Tecnologia em Gestão do Varejo de Moda na Faculdade Senac Florianópolis.

O que é Gestão do Varejo de Moda?
É a área de conhecimento que nos habilita a gerenciar, neste caso específico, uma loja ou operação varejista no segmento da moda, o que inclui os segmentos de vestuário, cama-mesa e banho, calçados, acessórios, etc.

Comente sobre o direcionamento do curso superior de Tecnologia em Gestão do Varejo de Moda da Faculdade Senac?
O TGVM como é conhecido, foi criado para atender às necessidades do mercado local, já que Florianópolis e região são fortes na área de comércio e serviços. Sabemos que o varejo é o elo final da cadeia de distribuição de um produto e é quem tem o contato direto com o consumidor final. Isto o coloca em uma posição de destaque, pois é ele quem dá os feedbacks necessários à indústria no sentido de readequar ou lançar novos produtos que atendam as necessidades e desejos de seus consumidores. Além disto, eles estão cada vez mais exigentes, bem informados e sem tempo, o que exige das lojas e profissionais um novo posicionamento. Nosso objetivo é exatamente este: formar profissionais capazes de compreender as tendências do setor, transitar pelos diversos segmentos do Varejo de Moda, identificar oportunidades no mercado interno e externo, executar e implementar o planejamento estratégico de marcas e produtos com acompanhamento de seu desenvolvimento e avaliação de sua viabilidade técnica e comercial. A grade curricular é bastante específica e bem interessante, com disciplinas inovadoras para um curso de moda como Logística, Visual Merchandising, Compras e Gestão de Estoques, Gerenciamento de Marca, Finanças e Contabilidade, etc. (maiores informações no site www.sc.senac.br)

Sabe-se que marca é um símbolo constituído tipicamente por um nome, marca identificatória, imagens ou conceitos, a identificar um produto, serviço ou empresa. Mas o que mais pode-se dizer sobre marca?
Gostaria de comentar aqui um pouco sobre a gestão de marca. Produtos, qualidade e outros benefícios todas as empresas têm ou pelo menos perseguem, mas a marca, se bem administrada, coloca a empresa em uma posição privilegiada e de destaque no mercado. A construção de uma identidade é fundamental para quem quer se diferenciar e se posicionar em um segmento tão concorrido como o de moda. Essa identidade deve ser lembrada sempre, todos os dias, por todos os colaboradores da empresa, e em todas as decisões estratégicas tomadas por seus gestores. Essa identidade deve ser vista no ambiente de loja, no mix de produtos, no catálogo da coleção, em um anúncio publicitário, no site da marca, enfim em todas as suas ações.

Não há estatísticas oficiais sobre o tamanho do mercado de falsificação,mas a fatia do mercado que está sendo abocanhada pelos falsificadores é grande. A China, por exemplo, é um dos países que lideram este segmento. Na sua opinião, qual o fascínio que as marcas famosas exercem sobre as pessoas? E o que as fazem quererem adquirir produtos (bolsa, óculos, tênis, perfume, roupas, etc), muitas vezes falsificados, só pelo prazer de ostentá-los? Vc pode citar um exemplo de marca famosa que tenha grande saída no mercado de consumo (nacional) dos produtos falsificados?
Essas marcas têm uma história para contar e as histórias são fascinantes, tem alma, aura. Isso nos fascina. Basta ler uma biografia como a de Coco Chanel. Mesmo quem não trabalha com moda acaba se apaixonando pela marca e cultuando seus produtos. A peça Mademoiselle Chanel, por exemplo, encenada por Marília Pêra, foi sucesso de crítica e público e deve voltar a ser encenada ainda este ano. Mas, existe um outro lado: se a marca é famosa, consumida por personalidades e por uma classe social mais privilegiada, gera um desejo nas demais pessoas de também poder adquiri-la. Podemos não ter dinheiro para comprar um vestido Chanel, mas talvez fique mais fácil comprar o perfume, um celular assinado, um acessório. Feito isso, é como se também pertencêssemos àquele seleto clube. Chanel também é uma das marcas mais falsificadas. Aqui no Brasil podemos citar como exemplo a Fórum e Zoomp. Deveríamos ser contra o consumo de produtos falsificados já que isto tem outras extensões, como a utilização de mão-de-obra escrava na fabricação dos produtos, descompromisso com causas ambientais e sociais, sonegação fiscal, fatores que incentivam, inclusive, o crime organizado. A coisa é muito complexa e exige mais reflexão por parte das pessoas, principalmente daquelas que trabalham com moda. As marcas que não pensam nisso já estão perdendo o respeito das pessoas.
4- Atualmente, com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo qual a importância do marketing pessoal na busca de um posicionamento profissional?
A importância é total, principalmente no varejo. Porém, Marketing Pessoal não é só preocupação estética como muitos pensam. É também comportamental. Precisamos de profissionais mais éticos, comprometidos, envolvidos com seu trabalho, pró-ativos. Assim como as marcas, também devemos construir nossa imagem pessoal. Se eu quero ser respeitada, também devo respeitar as pessoas que trabalham comigo, meus clientes, fornecedores, etc. Cada um de nós escolhe seu caminho e o que quer de sua vida. Eu acredito nisso e persigo este ideal.

Teresa Cristina Rebello
Contato: 48. 8408-8218 / tete.rebello@gmail.com

Segunda-feira, Agosto 14, 2006

EVENT - Irmãos Campana em SC

O SCMC – Santa Catarina Moda Contemporânea - traz para proferir uma palestra os Irmãos Campana. O tema será "Mão X Indústria". Trabalhando com versatilidade e materiais destinados a outras funções, Fernando e Humberto Campana subvertem a utilização da matéria e criam, em seus móveis e objetos, um inquietante mundo de experimentação e inovação. Suas criações dialogam com o ambiente em que estão inseridas e apresentam uma relação quase emocional com o público. Exatamente para este coerente equilíbrio entre forma e função, recursos e criatividade, originalidade e síntese, esta dupla singular tem espaço de destaque crescente no design brasileiro e internacional.

Palestra: Mão X Indústria
17 agosto as 19 horas
Uniasselvi/Indaial
Rodovia BR 470 Km 71, 1040
(47) 3281-9000

Domingo, Agosto 13, 2006

READING - Fio a Fio: tecidos, moda e linguagem


A editora Estação das Letras, www.estacaoletras.com.br , estará lançando seu primeiro livro: Fio a Fio; tecidos, moda e linguagem no Fashion Mall, dia 15/08 as 19:30 na cidade do Rio de Janeiro.

É um livro repleto de informações sobre os tecidos. Suas histórias e origens, seus processamentos técnicos, seus usos e costumes, o fascínio ou a surpresa de identificar uma textura, são pontuações importantes deste livro.

O lado prático costura estética com comportamento e passa noções da arte de escolher tecidos diante de tendências profissionais ou desejos pessoais. Há indicações de quais os tecidos, cores e estampas eram utilizados em cada século da História da Moda.

E muitos metros a mais. Uma viagem sobre o universo têxtil, guiada por Gilda Chataignier, uma jornalista que possui o tecido em seu DNA.

Recado de Kathia Castilho uma das fundadoras da editora Estação das Letras, é socióloga, especialista em design de moda pela Academia Koefia de Roma. Fez Mestrado e Doutorado em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, coordena a coleção de livros chamada Moda e Comunicação, da Editora Anhembi Morumbi e foi quem projetou e coordenou o site Moda Brasil.

Esta editora vai somar muito para nós pesquisadores pois sua proposta é pensar Moda, Design e Arte.

FASHION ILLUSTRATION by Morgana Moresco
























Ilustração da aluna do curso de Moda da Universidade Regional de Blumenau - Furb.
Croqui desenvolvido para uma coleção sleepwear/2005.
Técnicas: canetas marker (prismacolor) e nanquim.

Sábado, Agosto 12, 2006

CINEVIEW - Memórias de uma gueixa

O filme “Memórias de uma gueixa“ é uma adaptação do romance best-seller homônimo de Arthur Golden.

Ambientado num misterioso e exótico mundo, a história começa nos anos que antecedem a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), quando uma menina é separada de sua família sem recursos e levada para trabalhar numa casa de gueixas.

Apesar de uma traiçoeira rival quase acabar com sua carreira, a garota se transforma na lendária gueixa Sayuri. Bela e impecável, Sayuri cativa os homens mais poderosos de seu tempo, mas é assombrada pela paixão secreta por um homem além de seu alcance.

Mas seriam as gueixas prostitutas? Segundo o filme, a resposta é: mais ou menos. Elas são uma espécie de damas de companhia que podem liberar seus favores sexuais, mas sua função principal é a convivência através de conversa, diversão e alguns momentos de relaxamento fora dos compromissos profissionais e da rotina de casa.

Ganhou o Oscar de 2006 de fotografia, figurino e direção de arte. O filme é belíssimo, com boas interpretações, esplêndida fotografia, figurino luxuoso e uma maravilhosa trilha sonora.

Direção: Rob Marshall (de “Chicago”). No elenco: Ziyi Zhang, Ken Watanabe, Mechelle Yeoh, Gong Li, Koji Yakusho, Youki Kudoh, Kaori Momoi.

Quinta-feira, Agosto 10, 2006

EVENT - Someday no Floripa Fashion Donna DC


A grife catarinense, que desponta no cenário nacional, trouxe a passarela a modelo e atriz gaúcha Letícia Birkheuer. Sob o comando da estilista Betina Búrigo a Someday apresentou a coleção Ilha da Fantasia. As estampas exclusivas tiveram como referência as obras do artista plástico ilhéu Meyer Filho e seus galos multicoloridos. A participação de Valdir Agostinho, o irreverente artista multimídia da Barra da Lagoa, foi outro destaque do desfile.

Fotos exclusivas do Blog!!


Terça-feira, Agosto 08, 2006

EVENT - Floripa Fashion Donna DC

A partir de hoje desfilarão, pela 7a edição do Floripa Fashion Donna DC, 19 marcas catarienses e 9 nacionais que apresentarão as tendências primavera-verão 2006/07.

A novidade desta edição, é a realização de um ciclo de palestras sobre moda com expoentes da área chamado Wake Up Fashion, que integrarão a partir de agora os evento futuros.

Nesta edição acontecerão 3 palestras, com os profissionais Amauri Caliman, Luciano Navarro e Marcus Soon.

Fui conferir hoje o desfile da marca Lei Básica, que trouxe para a passarela Daniela Cicarelli!!!!

Programação:

Terça: 8/8
19h20 - Tanara Calçados. 20h10 - Lei Básica. 21h - Bana Bana. 21h50 - Brix-Jeans. 22h40 - Lenny.
Quarta: 9/8
17h - Palestra Amauri Caliman. 17h40 - Desfile Wake Up Fashin: King 55. 18h30 - Wattz. 19h20 - WJ Acessórios e Calçados. 20h10 - Disritmia. 21h - Someday. 21h50 - Pura Mania.
Quinta: 10/8
17h - Palestra Luciano Navarro. 17h40 - Desfile Wake Up Fashin: Luciano Navarro. 19h20 - N'Luzzi. 20:10 - Boby Blues. 21h - TNG. 21:50 - Redley.
Sexta: 11/8
17h - Palestra Marcus Soon. 17h40 - Desfile Wake Up Fashin: Marcus Sonn. 18h30 - Anita Voss. 19h20 - Live. 20:10 - Renner. 21h - Rovian. 21:50 - Naguchi.
Sabádo: 12/8
17h40 -Lilica e Tigor. 18h30 - Udesc. 20h10 - Beagle. 21h - Ninevi Alta Costura. 21h50 - Obra Prima Cabeleireiros. 22h40 Osklen.

Local: Centrosul - Centro.

FREE ZONE - Evolução Dos Tempos!













A evolução da roupa íntima pela ótica do fotógrafo e designer gráfico Fury Ferac.

Segunda-feira, Agosto 07, 2006

INTERVIEW - Liliane Carvalho


Liliane Edira Ferreira Carvalho é graduada em história/Ufsc, e mestre em história cultural/Ufsc. Professora de história da arte e da moda nas instituições Unisul/Fpolis e Tubarão e Uniasselvi/Indaial.

Qual a relação, hoje, que a moda estabeleceu com a identidade brasileira?
Hoje, o que mais se fala, no Brasil, é de uma identidade da moda nacional. Antes de qualquer coisa, entretanto, cabe perguntar: qual identidade brasileira? Sabemos que somos uma mistura de povos e, conseqüentemente, uma mistura de culturas. O discurso da busca de “uma identidade”, muito pertinente desde a Era Vargas, perdeu fôlego com o advento da valorização da pluralidade. Assim, falar hoje de identidade brasileira é falar de identidades – assim mesmo, no plural. Na atualidade, o Brasil desponta no cenário internacional como um país misto, cuja riqueza cultural se pauta exatamente na heterogeneidade: nossos diferentes corpos, cores, sotaques, crenças, comidas e práticas sociais, caracterizam esta vasta terra como uma noção rica em sua cultura.
Como falar então de uma moda brasileira? O que pode ser, nesta diversidade, mais característico da identidade? Exatamente a diversidade. É nisso que pautam-se os criadores para diferenciarem a produção nacional da estética globalizada. Apesar de seus discursos não destoarem do que é proposto internacionalmente, agregam a estes aquilo que nos diferencia, que nos torna, apesar de plurais, únicos no contraste, nossa diversidade. É fácil observar isso nos trabalhos que estilistas brasileiros, como Lino Villaventura e Ronaldo Fraga, entre outros, colocam nas passarelas todos os anos: as misturas entre tecidos ditos nobres com o artesanal, os fuxicos, rendas de bilro, a efervescência de cores e a ousadia das modelagens, as temáticas regionais, com seus animais, história, plantas e povo, as micro histórias, as histórias particulares – e nisso é especialista Ronaldo Fraga – que falam de um brasileiro, cujas desventuras podiam ser de qualquer um, inclusive, minhas ou suas, todos esses elementos falam do Brasil e o que é ser brasileiro nas passarelas. E o que se fala é que, apesar de todos os problemas, que ninguém precisa mencionar pois são bem conhecidos, nossa riqueza como nação está em nossa cultura tão diversa, tão plural como o próprio brasileiro.

Você observa, então, que a cultura brasileira tem sido referenciada nas coleções atualmente, mas quem você aponta como o estilista precursor dessa idéia?
Bom, sem dúvida, podemos apontar Denner e Zuzu Angel como os precursores. Mas é Zuzu Angel o grande diferencial, pois ao falar da ditadura brasileira e suas práticas de tortura e morte, ela mostrou para o mundo , em seus desfiles internacionais, como era sofrido o coração brasileiro. Falou dos filhos, anjos torturados, mas também das mães que, assim como ela, esperavam....uma resposta, um ponto final. Acredito que foi uma das primeiras vezes que um criador brasileiro ousou trazer uma temática tão nacional para o discurso estético corrente internacionalmente. Ousadia ainda maior pela temática ser a dor, a tortura e a morte, aquilo que nós como sociedade constantemente recalcamos. Isso, aliado ao espaço de glamour, que era a passarela, levou a uma moda brasileira politizada. Depois dela, infelizmente, só fomos ver novamente o discurso da brasilidade nos jovens criadores.

Você pode adiantar algumas informações sobre o curso extracurricular que pretende ministrar na Unisul (Fpolis), “A estética do horror: textualidades, cinema e moda da Era Vitoriana ao Contemporâneo”?
É um curso voltado, principalmente, para estudantes de moda e cinema, mas estará aberto ao público em geral. Como trabalho com História da Arte e da Moda, percebo que a concepção do belo e do grotesco são construídas cultural e historicamente. Propus, então, nessa disciplina, estudar o grotesco, ou “a estética do horror”, que surgiu nos textos de escritores ditos decadentes do século XIX e que ganharam roupagem cinematográfica no século XX. Assim, obras como “O Corvo”, de Poe “Frankenstein” de Mary Shelley e mesmo “Drácula” de Bram Stoker, trazem em suas obras uma estética não somente discursiva, mas visual, que está muito presente ainda hoje. A grosso modo, é isso.

Domingo, Agosto 06, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Brina Philippe
























Ilustração da aluna do curso Tecnólogo em Moda Unisul/Tubarão. Criação conceitual desenvolvida à partir de uma releitura da obra de Picasso - Seated Woman, 1937.
Técnicas: caneta prismacolor, nanquim e lápis aquarelável.

Sábado, Agosto 05, 2006

EVENT - 7o P&D Design Paraná/2006

Acontecerá nos dias 9, 10 e 11 de agosto o 7º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design. O P&D Design é o mais importante evento tratando da pesquisa e desenvolvimento em design no país.

Nesta edição uniram as forças a UFPR, UNICENP, CEFET-PR, Universidade Tuiuti e PUC-PR. Será realizado no campus do Unicenp (Centro Universitário Positivo) Paraná/Curitiba.

No evento acontecerão várias palestras, mini-cursos e exposições. Um mini-curso abordará o tema: algumas considerações sobre o design de moda brasileira e o conceito de marca Brasil.

Vale lembrar que "o design de moda tem sido assunto de grandes discussões, inovações e experimentações nos últimos anos. Esta área pode ser considerada, principalmente no Brasil, de natureza exploratória, por esbarrar numa problemática em torno de seus pressupostos teóricos ainda não satisfatoriamente claros ou não bem definidos. A esse respeito, Castilho e Garcia afirmam existir ainda "poucas publicações que consideram a questão do vestuário - que nos falam de moda ou de tantos importantes assuntos relacionados a ela - particularmente no Brasil e em outros países de língua portuguesa. Para quem estuda o tema, essa carência representa uma grande lacuna"(2001). " trecho do libro: CASTILHO E MARTINS, Kathia e Marcelo. Discursos da Moda: semiótica, design e corpo. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2005.

Mais informações: www.design.ufpr.br/ped2006/

Quinta-feira, Agosto 03, 2006

READING - Fashion Design: Manual do Estilista

Conhecido mundialmente, este livroFashion desing: Manual do estilista de sue Jenkin Jones, editora Cosacnaify - foi ampliado e atualizado para seu lançamento simultâneo na Inglaterra, nos EUA e, pela primeira vez, no Brasil/2005.

A nova edição, com adaptações e revisão técnica especialmente realizada para nosso país, ganha uma "marca" brasileira logo de cara: as capas, com modelos do estilista Alexandre Herchcovitch.

Num texto ágil, a autora fornece passo a passo as etapas da formação de um criador de moda: desde sua entrada na faculdade até a coleção de encerramento de curso e montagem do portfólio profissional.

Boa Leitura!!

CINEVIEW - Zuzu Angel


Estréia dia 04/08/06 cinebiografia da estilista mineira Zuzu Angel (1921-1976), site Oficial: http://www.zuzuangelofilme.com.br/ .

Pioneira em divulgar a moda brasileira, fez sucesso com seu estilo bem nacional em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos.

Nos anos 70, seu filho Stuart, ativista contra o regime militar, foi preso e morto nas dependências do DOI-CODI. A partir daí, Zuzu travaria uma guerra contra o regime pela recuperação do corpo de seu filho. Lutou até sua morte, muito suspeita, provocada devido a um acidente automobilístico no Rio de Janeiro, no túnel que hoje leva seu nome. O corpo de Stuart nunca foi encontrado.

De Direção: Sérgio Rezende. No elenco: Patrícia Pillar (Zuzu Angel), Daniel de Oliveira (Stuart Angel) e Luana Piovani (Elke Maravilha).

Ao lodo um dos croquis de Zuzu Angel.

“Roupa não tem importância. Moda tem. É um documento histórico. É criação e liberdade.” (Zuzu Angel)

Terça-feira, Agosto 01, 2006

INTERVIEW - Guilherme Meyer


Entrevista concedida por Guilherme Corrêa Meyer, graduado em Design Gráfico e Design de Produto/UDESC, especialista em Ensino de Artes Visuais e em Desenvolvimento Regional (UDESC e FURB, respectivamente). Coordenador do curso de Design de Moda - Uniasselvi - Indaial/SC. Autor do livro recém publicado Caderno de Design - manual para projeto de produto de design.

O seu livro aborda um assunto complexo, cada vez mais explorado e importante em várias áreas profissionais, você pode relatar sobre a importância de se elaborar uma metodologia Projetual para o desenvolvimento de um Produto em Design?
Acredito que a importância não esteja em se elaborar uma metodologia propriamente dita (o termo que deriva do método muitas vezes acaba indicando-nos caminhos que nem sempre são desejáveis ao projeto), mas em se aprimorar, constantemente, a forma através da qual o sujeito faz design. Quando o processo que nos faz desenvolver produtos nos é fluído as chances de se obter êxito com o produto criado são maiores.

No seu livro você escreve uma nota que trata sobre a reformulação dos cursos de moda que diz: A estrutura que compunha os cursos na área de moda costumavam sugerir um modelo curricular que formava antes estilistas que designers e agora a tendência é pela adequação curricular para se formar Designers. Qual a diferença entre estilista e Designers, porque desta adequação e no que ela vai influir para os cursos?
Já gastamos tempo demais tentando determinar as linhas que separam o designer de moda do estilista. Acabo por ver que este esforço corre em vão já que as nomenclaturas utilizadas para apresentar os profissionais que se ocupam da atividade misturam-se, invariavelmente. Muitas vezes o profissional que por sua formação seria chamado de designer de moda exerce funções próximas da criação, distanciando-se do contato com os condicionantes de projeto. E da mesma forma, outras vezes, percebemos o profissional formado em estilismo executando tarefas que, por formação, seriam próprias do design. Portanto, a reflexão que pretende verificar o que é próprio do estilismo ou o que é próprio do design de moda parece-me sem sentido.

Sendo coordenador de um curso de Design de Moda você acredita que esses profissionais recém formados estão prontos (preparados) para o mercado de trabalho?
Prontos? Frente à agitação do mundo contemporâneo, quem acredita que está pronto para alguma coisa, está pronto sim para se aposentar e ver os outros se aprontarem. Para que possamos tratar os problemas sociais (questão que deve ocupar o designer freqüentemente) precisamos constantemente melhorar. Melhorar enquanto profissional e enquanto indivíduos. Não creio que a acomodação nos seja salutar.





FASHION ILLUSTRATION by Izabel Bonatti
























Ilustração de autoria da aluna Izabel Bonatti. Uniasselvi-Indaial/SC.
Releitura da obra de Mondrian.
Técnicas: caneta marker e nanquim.