Sábado, Setembro 30, 2006

ON THE STREET - Cultivando Dreads




















Tiago Pavan - http://www.flickr.com/photos/tiagopavan - aplica uma técnica muito antiga para modelar seus cabelos, o dreadlock. O visual rastafari é uma técnica antiga, trazida pelos povos africanos, que tem ganhando cada vez mais adeptos entre os jovens. Dreadlock não se faz, cultiva-se. E, para cultivá-los inclui ter cuidados com a manutenção e entender o que significa o penteado, uma forma de afirmação da identidade negra e da cultura africana. Mas, para cuidá-los, antes de tudo é necessário muita paciência, não é da noite para o dia que os dreads ficam prontos.

Para começar um dread, é preciso separar o cabelo seco em mechas e ir enrolando. A espessura de cada dread e a direção de cada cacho é o que vai definir o caimento. A aplicação de cera de abelhas ajuda a aglutinar os fios e é necessária no início e, principalmente, para cabelos lisos e finos. Os cabelos crespos não necessitam tanto de cera.

Na medida em que os cabelos crescem, é preciso estar sempre enrolando os novos fios. É preciso buscar a raiz, separar os cachos ir enrolando e juntando. Uma tesourinha é fundamental para separar os cachos embolados.

Quem pensa que dread é sinônimo de sujeira e mau cheiro, está enganado. O cabelo pode ser lavado normalmente e até mesmo óleos hidratantes podem ser aplicados na raiz. É na secagem que é preciso ter um cuidado especial, o secador na temperatura fria é um aliado para evitar que a umidade prejudique a saúde dos fios. Tem que ter consciência de que o cabelo demora mais a secar.

Mais informações acesse:

FREE ZONE - Vive la Vida Loca

Sexta-feira, Setembro 29, 2006

INTERVIEW - Kellyn Batistela

Kellyn Batistela é graduada em Bacharel Artes Plásticas/UDESC e Licenciatura em Letras portugues/francês/UFSC. Especialista em Linguagens Visuais Contemporânea pela UDESC e mestranda em teoria da literatura /UFSC. Leciona a disciplina de composição de desenho, na Uniasselvi/Indaial . O foco da entrevista é parte da sua dissertação de mestrado sobre “As Alegorias da Modernidade em Franklin Cascaes..



Na sua dissertação você estuda as bruxas de Franklin Cascaes. Como ele fala da cultura popular nesta figura mítica?

Cascaes pode ser considerado um representante das expressões culturais da Ilha, ora como produtor ora como pesquisador. Mas como ele faz isto? Como produtor cultural, Cascaes é acima de tudo um artista que manifesta sua singularidade criativa pelo desenho, pela escultura, por suas ambientações e por seus escritos. Mas toda a sua produção artística está ancorada principalmente em pesquisa de campo.
Como um historiador popular, Cascaes busca compreender a materialidade cultural da sociedade da qual participa, ou seja, da sua cidade e da tradição que alimenta este mesmo lugar. O que caracterizaria então esta tradição da nossa Ilha? Penso que talvez Cascaes respondesse que a tradição vem exemplarmente do que é transmitido, de pai para filho, de geração em geração. Seria um jeito próprio de dizer algo de si, que pode ser individual ou coletivo, privado ou público. São aquelas histórias que nos contavam quando crianças e que até hoje nos lembramos com carinho e com a saudade de um tempo que não retorna. Cascaes fez, durante toda a sua vida, exatamente isto: nos contou histórias da Ilha. Assim, os protagonistas destes contos são bruxas, lobisomens, curupiras, boitatás, benzedeiras, pescadores, enfim, tudo o que diz respeito às superstições, crenças, hábitos, costumes, arquitetura, religiosidade dos antigos moradores da Ilha.
Sabe-se que até hoje muitos acreditam existir bruxas na Ilha. Basta ir à Lagoa da Conceição e falar com os antigos moradores, aqueles bem velhinhos que guardam na memória a experiência vivida nos idos em que não existia iluminação pública. Este ambiente gestou as narrações da bruxa como um ente noturno assustador, que embruxava as criancinhas, que roubava as canoas dos pescadores, que emaranhava os rabos dos cavalos, enfim, que encantou Cascaes. Nos seus escritos e desenhos Cascaes fala muito desta figura.
Destaco, e isto é visível em sua produção, tipos diferentes de bruxas. Não falo da maneira estilística da representação, falo antes de categorias distintas que enunciam conteúdos próprios. Por exemplo: a bruxa tradicional falará das peripécias bruxólicas narradas pelos antigos; a bruxa modernizadora, criação do próprio Cascaes, demonstra sua crítica ao processo de modernização de Florianópolis; a bruxa tecnológica, também invenção do artista, fala de bruxas que saíram da terra para conquistar e explorar o espaço; o último grupo é o que representa a bruxa política, no qual Cascaes vê Jânio Quadros como o maior dos bruxos. Em minha dissertação de mestrado estudo e analiso estas quatro categorias.

O que Franklin Cascaes representou no passado para sua própria geração e o que ele poderia representar hoje para a história de Florianópolis?

Cascaes comentava que um dos propósitos de seu trabalho era o de levar cultura aos homens de sua geração que estavam alheios à tradição da Ilha. Esta mediação realizada por Cascaes entre a tradição e as pessoas que desconheciam a cultura popular dos interiores da Ilha, consistia principalmente em histórias publicadas, quase que semanalmente, na imprensa escrita, ou nas exposições de motivos folclóricos realizadas pelo artista. É interessante frisar que na década de 1950 recebiam-se convites para participar das exposições, motivo pelo qual muitas pessoas não freqüentavam os ambientes artísticos. Como seu objetivo era o de facilitar este acesso, porque acreditava que a arte deveria estar próxima do povo, Cascaes organizava exposições a céu aberto, como sob a Figueira da Praça XV.
Cascaes recolheu a tradição popular ou a experiência coletiva dos moradores, em suas constantes viagens de barco, canoa, de Kombi e até mesmo a pé, nas freguesias pesqueiras. Levantou um vasto material, durante as décadas de 1940, 1950, 1960 e 1970, principalmente em textos escritos que são contabilizados em mais de cem cadernos. A este material dá-se o nome de manuscritos ou registros autógrafos, porque foram escritos de próprio punho.
Portanto, Cascaes tinha propriedade, pois falava de coisas vivas, de suas experiências ao ouvir os narradores populares. Estes registros, para além de sua história, significariam à nossa geração testemunhos, uma vez que apreenderam uma matéria que talvez hoje não exista mais. A oralidade apenas sobrevive se há quem a narre, e, sobretudo, se há quem a ouça. Cascaes foi um narrador para a sua geração e continua sendo aos que desejam encontrar uma Florianópolis anterior ao seu processo de modernização.

Pode-se falar de um processo criativo na produção de Franklin Cascaes?

Cada pesquisador, cientista, escritor ou artista tem um jeito peculiar de produzir. Existem até teorias que chegam a discorrer sobre os processos que desencadeiam o ato formativo. Referentes a Cascaes, destaco dois momentos distintos da sua produção. O primeiro processo, muito próximo de um registro etnográfico, procura ser fiel à memória coletiva registrada por Cascaes através dos causos contados pelos antigos moradores da Ilha. Este primeiro movimento nos possibilita conhecer o Cascaes pesquisador e a sua preocupação em legar para a posterioridade a raiz popular da cultura açoriana.
A produção que nos chegou deste processo está editada em dois livros de contos, intitulados O fantástico na Ilha de Santa Catarina. São vinte e quatro histórias contadas por Cascaes. O segundo processo de trabalho é mais inventivo, por nos apresentar o Cascaes artista. É decorrente deste percurso toda sua produção gráfica, que soma mais de novecentos desenhos. Cascaes falava que depois de ouvir as narrações orais dos contadores populares, ele fazia uma espécie de montagem, quer dizer, criava seus desenhos a partir do que lhe fora testemunhado.


Como o estudo histórico de Florianópolis pode ser percebido na produção de Franklin Cascaes?

Cascaes inicia sua produção num momento em que a Ilha voltava-se para seu processo de modernização. Por exemplo, num âmbito comunitário, a pesca artesanal intimidava-se com os novos recursos tecnológicos e com as grandes embarcações; no âmbito privado, a rede de energia pública amplia-se, abrindo caminho para uma nova configuração do espaço doméstico. A partir de meados da década de cinqüenta, a cidade expande-se.
É visível no estilo das edificações um novo traçado arquitetônico, que se ajusta à funcionalidade urbana. Da mesma forma em que a Universidade Federal traz a promessa cultural à cidade, surge a televisão alardeando ares de modernidade. Temendo que a memória popular definhasse frente ao progresso, uma vez que os hábitos dos moradores paulatinamente mudavam, Cascaes empreende dar continuidade para esta experiência, ainda que o fizesse individualmente. Tal trabalho foi tão bem desempenhado que Cascaes acabou também registrando o próprio processo de mudança, o que se pode chamar de um estudo não apenas histórico, mas cultural, social e econômico do que ocorreu em Florianópolis ou, ocorrendo em outros lugares, foi aqui recebido.
E curiosamente tais mudanças históricas sempre estão relacionadas com bruxas: a mini-saia, invenção da moda da década de 60, é representada nas bruxas, juntamente com botas longas e meias arrastão; a chegada à Lua permite a construção de todo um imaginário de vida fora da terra, e Cascaes faz suas bruxas viajarem ao espaço; a eleição meteórica de Jânio Quadros, cujo símbolo de campanha significativamente era a vassoura, é interpretado como resultado de um pacto com forças bruxólicas. Tais exemplos bastariam para assegurar o valor histórico do trabalho de Cascaes, se não houvesse centenas de outros textos e trabalhos artísticos que permitem conhecer uma Florianópolis em suas mudanças.
Agradeço a professora Kellyn Batistela por conceder esta entrevista. Ela nos oportunizou conhecer ou relembrar um dos mais importantes representantes das expressões culturais da ilha de FLorianópolis, Franklin Cascaes. Ele resgata, em suas impressões artísticas e textuais, uma parte importante da nossa história e cultura: do passado e futuro.

Quinta-feira, Setembro 28, 2006

SHOP-WINDOW by Onzzy



Durante muito tempo a moda masculina permanceu estaganda, as mudanças eram muito pequenas e se refletiam em pequenos detalhes como golas, comprimentos, recortes, etc. Atualmente percebe-se um grande avanço para este mercado. Antes a moda masculina era a mesma, sem diversificações, hoje temos diferentes segmentos buscando atingir os diversos estilos de homens ou, se preferirmos, os diversos momentos do mesmo homem.

Dentro desses diferentes segmentos, podemos dizer que existem dois tipos de coleões: as que buscam apresentar inovações - "surpreender" - que seria o objetivo final da moda, e aquelas que se interessam em perpetuar padrões, não expandindo-se, não apresentando novas possibilidades. fonte: parte do texto de Mário Queiroz para vevista Catarina no 7, pág 84.

A vitrina, da loja cyber space de nome onzzy – Rua Padre Miguelino, Centro de Floripa - mostra roupas masculinas em um estilo romântico despojado com referências na década de 70. O primeiro look mostra camisa xadrez e estampa rock & roll no peito, o segundo look se reporta as tendências das batas com bordado em linha verde. Numa temporada em que as ousadias foram poucas, a moda masculina se renova pelo descompromisso.

Quarta-feira, Setembro 27, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Rainer Simone



Ilustração desenvolvida pelo aluno Rainer Simone do Istituto Di Moda Burgo/Itália.

Mais informações e desenhos acesse: http://www.imb.it/month.htm

Terça-feira, Setembro 26, 2006

ARTICLE - Construa uma loja campeã

Só qualidade, preço e atendimento já não garantem o sucesso de um empreendimento comercial. Uma loja confortável, bem iluminada e com aroma que agradam é um bom começo para despertar a vontade de retorno do consumidor.

Comodidade e agilidade são essenciais para o cliente no ato da compra. Internet, telemarketing e uma série de outros canais tiraram o varejo tradicional do marasmo vivido ao longo de décadas. Hoje, fazer o público sair de casa para ir às compras é um exercício árduo, que exige muito mais do que qualidade com preço justo. Como numa peça de teatro, a loja deve cuidar de cada detalhe da cena, a fim de atrair seu público alvo, convida-lo a entrar, a olhar, a se identificar com o ambiente e, então consumir. Além disso, precisa deixar uma impressão que o estimule a voltar.

O anseio do varejista ao abrir as portas da loja é que o cenário, as luzes, os sons e os aromas chamem a atenção do cliente e o façam voltar não uma, mas dezenas de vezes com o mesmo entusiasmo. O canal para se receber o aplauso do cliente e a atenção da concorrência é chamado de visual merchandising ou arquitetura promocional, cujo objetivo é criar um ambiente que acolha o produto e seu público-alvo.

A proposta é relativamente nova no Brasil. Enquanto na Europa já se dispensava atenção ao projeto desde o inicio do século XX, por aqui a necessidade de um investimento maior na estrutura chegou com o shopping centers, nos anos 60. Os comerciais se deram conta da importância dos fluxos dentro da loja, dos equipamentos e de como eles apresentavam os produtos aos compradores, além de reconhecer o papel da iluminação e da vitrina. Isso ajudou a enfrentar a concorrência, que se tornou acirrada com a vinda de cadeias internacionais de varejo, nos anos 90. E, atualmente, diferenciar e criar estilo nas lojas.

Admitir a necessidade de mudanças, já é um passaporte para o sucesso. Assim fizeram várias empresas e outras estão se adequando a esta realidade. Um exemplo desta tendência é O Boticário que algum tempo atrás resolveu modificar o visual de suas lojas, substituindo o balcão pelo auto-serviço assistido, e hoje percebe o reflexo positivo nesta mudança . Outras empresas que hoje são sucesso nem sempre tiveram a cara que hoje ostentam. A Colcci (Brusque) mudou muito desde seu surgimento desde as roupas, o foco de seu público e a imagem de sua marca.

Atualmente, não há espaço para projetos considerados eternos, erguidos empiricamente e com uma postura tímida. É preciso adotar atitudes de gente grande. Cuidar da apresentação do espaço, procurar um envolvimento emocional com o seu consumidor e atrair a sua atenção também pelo layout. São posturas que fazem as marcas criarem estilo, identidade, agradarem os consumidores e permanecerem no concorrido mercado do varejo.

Fonte: revista PEGN

Segunda-feira, Setembro 25, 2006

EVENTS - Exposição/Furb





















A criatividade é a ferramenta mais adequada para encontrarmos maneiras de fazer mais com menos, de reduzir custos, de simplificar processos e sistemas, de aumentar lucratividade, de encontrar novos usos para produtos, de encontrar novos segmentos de mercado, de diferenciar o seu curriculum, de desenvolver novos produtos e muito mais.http://www.guiarh.com.br/prh13.htm

É com este intuito de estimular o lado criativo e lúdico, o “ver diferente” as coisas que nos cercam nos fazendo perceber outras possibilidades, que vários trabalhos e dinâmicas são desenvolvidas nas disciplinas dos cursos de moda.

É dentro deste contexto, de achar novas utilidades, estudar novas alternativas ou apenas experimentar que os alunos do curso superior de moda/Furb desenvolveram esta exposição. Tendo como suporte principal o material “TNT” os alunos destituíram-no da sua função principal (que não é a confecção de roupa) e fizeram vários experimentos usando muita criatividade para compor estes figurinos. Trabalharam o “TNT” no crochê, nos franzidos, babados, recortes, tingimentos, aplicações, volumes, texturas, etc.

Nesta dinâmica plicam-se conhecimentos de composição, cores, modelagem, criatividade, estética, costura, estilo, história da moda, desenho entre outros.

Este trabalho foi desenvolvido sob a supervisão da professora Lucinéia Sanches na disciplina de Laboratória de Criatividade. A exposição está localizada no Hall da Biblioteca da Furb Campus I.
O resultado vocês conferem nas fotos acima.

Domingo, Setembro 24, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Adriana Bernardes
























Ilustração desenvolvida pela aluna, do curso superior em Moda/UDESC, Adriana Bernardes.
Técnicas: aquarela.

Sexta-feira, Setembro 22, 2006

CINEVIEW - O Diabo Veste Prada

"O Diabo Veste Prada" chega aos cinemas nacional.
Meryl Streep, no papel de editora de uma importante revista de moda, atormenta uma jornalista recém-formada vivida por Anne Hathaway.

Assisti e recomendo. Ótimo filme, e nos faz fazer uma reflexão sobre este intrincado mundo da moda e todos os seus códigos.

Quinta-feira, Setembro 21, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Marcela Campestrini
























O Hip-Hop é um movimento que agrega vários grupos de músicas e rítimos diferentes e dançantes como o Rap e o Break. Originário dos subúrbios de Nova York - Estados Unidos da América – no início era tido como um som marginal cantado e tocado só por negros. Atualmente, saiu do gueto e influencia vários cantores em suas composições.

Os desenhos acima são da aluna, do curso superior em Moda/Furb, Marcela Campestrini, desenvolvidos na aula de Desenho de Moda II para o projeto de Coleção "Romance Urbano". A inspiração é no movimento Hip-Hop e no Romantismo .

Compondo a ambientação, na foto, Vinícius (10/09) usando um look totalmente Hip-Hop.
para mais informações do movimento Hip Hop acesse: www.estilohiphop.zzn.com

SHOPWINDOW - Someday

























Mais uma coluna desta revista virtual. A Shopwindow tem a intenção de mostrar as vitrinas de diversas lojas distintas entre si em público, atitude, segmento, local, etc. O objetivo é fornecer informações visuais a todos que gostam de Moda. São registros fotográficos, inclusive com efeitos especiais, como o reflexo do vidro, que tornam mais autênticas essas impressões.

A foto acima registra um dos momentos (12/09/06) da vitrina da SOMEDAY (Fpolis - Rua Felipe Shimidt). Esta coleção (primavera/verão) teve como referência, nas estampas, as obras do artista plástico ilhéu Meyer Filho e seus galos multicoloridos.

Terça-feira, Setembro 19, 2006

INTERVIEW - Ione Laurindo Florêncio

Ione Laurindo Florêncio é graduada em Pedagogia/Furb, Especialista em Moda/Unerj. É coordenadora do curso superior de Moda da Furb/Blumenau - Santa Catarina - e professora de modelagem e tecnologia de costura..

Blumenau e região, devido ao seu polo têxtil crescente, oferecem oportunidades diversas neste setor. Qual o diferencial do curso de Moda da Furb e a empregabilidade dos alunos para este mercado de trabalho?

Acompanhando acadêmicos e formados no mercado de trabalho temos subsídios para afirmar que muitos trabalham nas áreas de pesquisa e desenvolvimento. Outros trabalham nos setores técnicos e de produção. A matriz curricular oportuniza essas competências sendo que, muitos professores trabalham em empresas ou tem experiência profissional da indústria. Outro diferencial é o estágio curricular obrigatório. Caso tenha acadêmico que não trabalha na área, o coordenador de estágio faz todo o encaminhamento junto as empresas para que esse acadêmico efetue seu estágio. Quase 100% deles acabam sendo contratados pela empresa que oportunizou o estágio.

Na decisão da compra de um artigo do vestuário o que o consumidor leva em consideração, a estética, o preço, a modelagem, a marca? Ou todos estes ítens são considerados no poder de compra?

Na decisão de compra todos os itens são considerados, no entanto, o caimento da roupa é o que mais conta no momento da decisão de compra. Esse caimento está diretamente ligado a adequação da matéria-prima com a modelagem. O resultado de uma boa modelagem se concretiza quando é observado o tecido adequado para cada modelo. Esse conhecimento e sensibilidade o modelista deve e necessita possuir.

Qual a importância de priorizar a modelagem no desenvolvimento de um produto de moda?

É básico priorizar a modelagem na operacionalização de um produto de moda. É através da modelagem de uma roupa que o corpo é coberto e sua forma se evidência. Modelar é interpretar o desenho do estilista com técnica, cálculos e visão espacial da roupa, pois o molde é bidimensional para vestir o tridimensional que é o corpo.

O que você tem a acrescentar sobre a padronização de medidas (modelagem) no Brasil?

Falar de padronização de medidas no Brasil é complexo, em função da miscigenação de raças. O que existe são tabelas referenciais como a NBR13377 e outras que servem de parâmetros para determinados tipos de roupas e matéria-prima. Estudos e experiências existem e com certeza considerando tabelas para determinadas regiões.

Agradeço a Coordenadora do Curso Superior em Moda/Furb, Professora Ione Laurindo Florêncio, por compartilhar seus conhecimentos atravez desta entrevista.

ON THE STREET - Look "80"

Vivemos em uma época de pluralidades de estilos onde podemos compor o visual mesclando tendências atuais e passadas. Alciane compôs seu look tendo referências da década de 80. A meia (fio 90) preta, mini saia jeans e scarpin se reportam as junções legging, mais saia e mais sapato características daquela época. O colar com um pingente de crucifixo lembra o melhor estilo “Like a Virgin” by Madonna, ícone também deste período. E por cima, para agüentar o frio do sul, um casaco de pele sintética, porque ela é politicamente correta.

Segunda-feira, Setembro 18, 2006

PROFILE - Horst Paul Horst



























Horst Paul Albert Bohrmann (14/08/1906 a 18/11/1999) nasceu em Weimar na Alemanha; em 1943 teve como nome oficial Horst Paul Horst quando recebeu a cidadania norte-americana. Nesta época, já havia trabalhado na Vogue francesa e na Harper's Bazar.

Sua obra fascina não só pela qualidade técnica - composição perfeita, magistral uso da luz, mas também pela sensibilidade do olhar que nela encontramos. Horst não apenas fotografou modelos; Horst erigia esculturas. Os gestos cristalizados que nascem daqueles corpos são instantes congelados de graça e harmonia por sua lente. Não à toa suas fotografias, nas quais os modelos posam de costas, têm sido inseridas pelos especialistas dentre as grandes obras que trataram nus e corpos femininos desta forma.

Por outro lado, há algo de verdadeiramente acadêmico nestas obras de Horst Paul. Ele foi um fotógrafo de estúdio; seu olhar não se dirigiu tanto a investidas experimentais, caso de outros fotógrafos de moda do período, quanto à busca de linhas delicadas e jogos de luz e sombra. Jamais foi contundente ou agressivo; bastava-lhe ser devidamente poético. Por isso, foi um dos raros fotógrafos que, mesmo em suas obras comerciais, inevitavelmente apresentava sensualidade, erotismo e qualidades artísticas indiscutíveis.

Entre o pensamento racional e a lógica das sensações, nem sempre é possível abrir caminhos diretos; e poucos souberam, como Horst, falar tão bem para nossos olhos e sentidos. Horst Paul Horst entrou para a história como um dos mais fascinantes e elegantes fotógrafos de moda que o mundo conheceu.

Domingo, Setembro 17, 2006

LOOK FASHION - Corset Madame Sher

Apesar da imediata associação com as minúsculas cinturas vitorianas, o corset data de muito antes. Desde que apareceu na história da moda, no século XVI, esta vestimenta tem sido usada como suporte e controle para as formas naturais do corpo e peça fashion na composição de looks.

Madame sher é uma grife especializada em Espartilhos de todos os tipos inclusive Tight Lacing / Waist Trainning. As peças, segundo descrição no site, são feitas artesanalmente e trabalhadas com o maior esmero, usando apenas materiais de qualidade comprovada e modelagem exclusiva.

Todas são feitas sob medida, respeitando as formas naturais de seu corpo de maneira a poder trabalha-lo sem gerar desconforto.

Cada espartilho conta com várias camadas de tecido e reforços internos, além de barbatanas de aço ou inox revestidas, fechos e ilhóses inoxidáveis e acabamentos especiais. Tudo isso resulta numa peça muito durável e de qualidade superior.

Esta matéria é dica de uma aluna, do curso de Moda da Furb/Blumenau, que comprou um dos espartilhos e aprovou. Segundo a própria, eles são profissionais. O espartilho chegou exatamente como o combinado (modelo, tamanho) e no prazo. No site, além de mostrar vários modelos de espartilhos também conta a sua história.
Mais informação acesse: http://www.madamesher.com/

FASHION ILLUSTRATION - Catálogo Santista



Técnicas: Desenho manual e photoshop.

Quinta-feira, Setembro 14, 2006

ARTICLE - O Jeans e Todas as Suas Possibilidades!










Há várias possibilidades de se trabalhar o jeans. Lavações, desconstruções, aplicações, etc. Mas vamos falar do o efeito-couture. Uma sacada do estilista francês Marithé François Girbaud que colocou nas passarelas o jeans (há muito tempo atrás) , com intervenções de efeitos manuais, dando um aspecto mais glamouroso. O jeans está cada vez mais fashion. Várias são as suas possibilidades como os efeitos cestaria, aspecto enrrugado, efeito curtina austríaca, aspecto origami, aspecto plissé, trabalho trançado, lastex em quadriculado irregular, aspecto amassado e aspecto acordeon (sanfona).....precioso, poderoso, luxuoso, ele está pronto para arrasar! As fotos são do catálogo da Santista jeanswear.

Clique nas imagens para ampliá-las.

Quarta-feira, Setembro 13, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Letícia Losso



Ilustração desenvolvida pela aluna Letícia Losso - Unisul/Fpolis, 2006 .

Técnica: lápis e bisnaga aquarela, caneta nanquim e colagem.

Terça-feira, Setembro 12, 2006

ON THE STREET - Indaial



Jeniffer e Daiane vestem jaquetas inspiradas nos uniformes militares. Ambas em comprimentos distintos, uma acima da cintura e outra na altura do quadril. Este estilo trouxe as passarelas detalhes como: recortes, golas, bolsos, lapelas, dragonas, emblemas, broches, estrelas, distintivos, etc. Muitos estilistas, ao desenvolverem suas coleções, fazem uma releitura inspiradas nas fardas militares e utilizam seus elementos para compor os looks.

Segunda-feira, Setembro 11, 2006

READING - A História da Beleza

A ditadura da beleza


Beleza é sacrifício. É uma batalha que exige, além das privações, a boa herança genética. E, todos os dias, em frente ao espelho as mulheres fazem tudo sempre igual: conferem a linha dos culotes, o volume das pernas e avaliam a densidade dos seios. Mas será que beldades como Marilyn Monroe, Leila Diniz ou Martha Rocha, por exemplo, mesmo considerados símbolos da beleza ideais, seriam belos em qualquer época, ou os padrões do passado esconderiam alguns de seus melhores atributos de hoje?

Ao longo dos séculos, os padrões de beleza mudaram muito. Quem vê uma foto de Sabine Poppaea se espanta ao saber que ela era considerada a musa do século XVI. No entanto, na virada do século, o deslumbramento pela silhueta mais fina deixa as mulheres espremidas em espartilhos. Até que, no início dos anos 20, a estilista Coco Chanel define o conceito de elegância, incentivando mulheres a ficarem magras. Afinal, gorduchas como Sabine Poppaea jamais caberiam em suas roupas.

Na mesma época, a americana Cindy Jackson, ex-frentista de posto de gasolina, passou a faca 14 vezes no corpo e mais parecia uma sósia da Barbie. E, assim, no século XXI, as mulheres passam a comer biscoito de água e sal, beber água-de-coco, ou viver movidas a fatias de peixe grelhado. Se no início do século passado, 60 kg, 70 cm de cintura e 90 de quadril era considerado o padrão ideal, prepara-se: agora bastam 48 kg, 58 cm de cintura e 88 de quadril.

"A beleza muda. Ela abarca as grandes dinâmicas sociais, as rupturas culturais. Há dois universos, cada um fortemente afastado do outro. No primeiro, as bocas delicadas, sempre estreitas, dos retratos do Renascimento (século XVI), lábios tão finos, como apertados, cor pálida, linhas fechadas, em que qualquer sorriso deve ser contido. No outro, as bocas abertas dos retratos de hoje, mais coloridas, lábios de formas largas", descreve o historiador Georges Vigarello, que acaba de lançar História da Beleza, pela editora Ediouro.

(O Fluminense)

Mais:ofluminense.com.br/noticias&IndSeguro=0

Domingo, Setembro 10, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Ana Paula Godoy
























Ilustração da aluna do curso Superior de Moda/Furb Ana Paula Godoy - 04/08/06 .
Técnicas: Canetas marker e nanquim, lápis aquarela

Sábado, Setembro 09, 2006

LOOK FASHION - Sapatos de Aço
















Existem muitas variações de modelos de sapatos e diversos materiais empregados na sua confecção. Agora, que tal um sapato de aço? Feito sob medida pesando 1,3 kg (sem a plataforma!), com saltos altíssimos (de meros 16...cm.). Sim, eles existem e são vendidos. O site que comercializa estes mimos é orientvisual.com/galleryframes.htm, que são comprados por fetichistas.

Não dá para qualquer um usar sapato de metal por aí, porque:

. Metal conduz calor: no verão, seu pé pode queimar e, no inverno, pode congelar;
. Se o sapato não for bem forrado com outro material (por exemplo couro, veludo ou feltro), ele vai ficar raspando no seu pé e o resultado será um machucado grave;
. Eles são pesadíssimos, principalmente com plataforma. Não dá para andar, a menos que o salto seja feito de um alumínio mais leve.

MINHA SUGESTÃO: Já vi sapatos de aço sendo vendidos em loja de decoração, se não usá-los nos pés eles podem servir como peça de adorno para casa, escritório, etc.......

Sexta-feira, Setembro 08, 2006

CINEVIEW - Abrindo o Zíper


Unzipped ou em português "Abindo o Zíper" é um documentário/comédia, de 1994, do diretor Douglas Keeve que mostra os bastidores de um desfile de alta-costura, com as disputas entre as modelos, as brigas pelos melhores lugares nos desfiles, as alfinetadas entre os estilistas. Filme baseado na carreira de Isaac Mizrahi, que fez sucesso na década de 90 nos EUA. No elenco Linda Evangelista, Naomi Campbell, Cindy Crawford. Todas modelos que fizeram sucesso na década de 90.

CURIOSIDADE:
O estilista nova-iorquino que, ao lado de Todd Oldham, Anna Sui e Vivienne Tam formou a nata da moda Downtown da cidade nos anos 90 não conseguiu manter sua marca até o fim da década e acabou pendurando as agulhas. Mas Mizrahi, que havia sido o protagonista do filme Abrindo o Zíper , conseguiu dar certo - ou quase - como celebridade.

Ele apareceu em filmes como Trapaceiros , de Woody Allen, fez pontas em seriados como The Nanny e Sex and the City e, há dois anos, agora comanda o próprio programa no canal feminino Oxygen, do qual Oprah Winfrey é sócia. O The Isaac Mizrahi Show fala de moda, roupas, decoração, mas também inclui games variados no qual o ex-estilista dá uma de animador de auditório.

Depois de aproximadamente 7 anos ele fez seu primeiro desfile. Trata-se de uma coleção para a popular loja de departamentos Target, no badalado restaurante Cipriani, em Nova York. O estilista mostrou as coleções Isaac Mizrahi for Target e Isaac Mizrahi New York Couture . Será um retorno definitivo!?

Quinta-feira, Setembro 07, 2006

ON THE STREET - Floripa/SC


Liliane compôs um visual elegante e casual combinando cores neutras e próximas em peças do vestuário básicas: bege no casaco com fechamento em zíper e gola ampla de pele; marrom na saia (modelagem evasê) com recortes na horizontal, em tiras, levemente franzidos. Nos acessórios: cachecol de lã marrom café, bota cano curto e bolsa de mão ambos em tons próximos e óculos chanel.

ARTICLE - Independência ou Morte!!!


Em 1500, quando o Brasil foi descoberto, se tornou colônia e propriedade de Portugal obedecendo as ordens do Rei. Em 1807 a família real Portuguesa se transferiu para o Brasil. Portugal entrou numa profunda crise e os rebeldes começaram a tomar conta do país. Então, em 26 de abril de 1821, D. João VI (rei de Portugal) teve que voltar para Portugal. O príncipe D.Pedro I, seu filho, passou a governar o Brasil.

Em outubro de 1821 D. João VI queria que o príncipe D. Pedro I voltasse para Portugal. D. Pedro I decidiu que não voltaria permanecendo no Brasil. É este ato que chamamos de dia do FICO, pois D. Pedro I desobedeceu as ordens do Rei e ficou no Brasil.

Em 07 de setembro de 1822, as margens do rio Ipiranga, D.Pedro I recebeu uma carta que exigia seu regresso a Portugal. D. Pedro I tinha duas saídas: voltar para Portugal ou proclamar a independência do Brasil. D. Pedro I irritado com as ordens do Rei, levantou sua espada e disse "de hoje em diante estão quebradas as nossas relações; nada mais quero do Governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!… Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será Independência ou Morte!".

Em outubro de 1822 D. Pedro I foi reconhecido como imperador do Brasil e nos tornamos independentes de Portugal, não precisávamos mais obedecer as ordens que vinham do Rei de Portugal.
Em SP as margens do rio Ipiranga foi construído o prédio do Museu do Ipiranga. Esta construção foi inaugurada em 1895 e expõe peças que contam a história da sociedade brasileira entre os séculos XIX e XX. São esculturas, quadros, louças, jóias, móveis, armas, peças religiosas, automóveis, documentos e utensílios de bandeirantes e índios distribuídos pelo prédio.
Mais acesse: Museu_do_Ipirangapedia.org/wiki/Museu_do_Ipiranga
Vale a visita!!




Terça-feira, Setembro 05, 2006

EVENT - Mostra "Estudo de Trajes Italianos"





















Está acontecendo (até o dia 06/10/06) no Museu Victor Meirelles (fpolis/SC) mostra "Estudos de Trajes Italianos" apresentada por 20 obras sobre papel (técnica aquarela) do acervo do Museu e de Coleção Particular, todas realizadas pelo artista em sua fase de aprendizado em pensionato da Itália, de 1853-56.
São estudos de Trajes Italianos, que permitem a observação de vários aspectos:
· Detalhes dos trajes: seu panejamento, jogos de luz e sombra, texturas;
· Proporções utilizadas para a realização do esboço dos corpos: uma das pinturas deixa evidente no papel a utilização da grade de proporção de 8 cabeças;
· comportamentos e movimentos culturais de uma época.
Esta exposição uni dois bons motivos para ser apreciada: aprendizado técnico (pela observação) tão importante no desenvolvimento do desenho e cultura através do comportamento de uma época registrado nos esboços.

Então!! Vá ao Museu.........

mais informações acesse: http://www.museuvictormeirelles.org.br/

Segunda-feira, Setembro 04, 2006

ARTICLE - Moda Conceitual

Moda conceitual é uma forma de linguagem utilizada pelos estilistas para expressar sua criatividade, comunicar idéias, passar mensagens, provocar questionamentos, transmitir conceitos e também servir de referencial apontando tendências das próximas estações.

Muitas vezes, a moda conceitual é apresentada para o público, cercada de grandes produções: cenários vultuosos, iluminações estratégicas, sonoplastia de efeito, maquiagens e cabelos que reforçam o conceito, toda esta produção ajuda a revelar o clima que o estilista pretende. Este show cheio de surpresas, efeitos, fazem o espectador parar, pensar, refletir e sentir-se instigado com o que viu, porém, nem sempre é compreendido, e nem sempre é para o ser.

Atualmente, o mercado está ávido por novas formas, outras soluções, idéias inovadoras, exige um diferencial nos seus produtos de moda e, não ficando alheio as diversas mensagens que os acontecimentos diários comunicam, sabendo ler e interpretar estas profusões de mensagens, pode ser um ponto inicial para obter insights e idéias critativas. A moda conceitual é um exercício de criatividade dando vasão a novas possibilidades.

A foto acima é de um desfile na Semana de Moda em Milão. O estilista Kei Kagami colocou na passarela este look conceitual onde a roupa parece proteger a modelo.

Domingo, Setembro 03, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Francisco Ponciano
























Ilustração desenvolvida por Francisco Ponciano.
Técnicas: canetas marker e nanquim, colagem e photoshop.

Sábado, Setembro 02, 2006

FREE ZONE - “Eu, etiqueta” / Drummond


"Eu, etiqueta" Carlos Drummond de Andrade, 1984

Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.

Com que inocência demito-me de ser
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
Seja negar a minha
Identidade.

Eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.

Agora sou anúncio.
Ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.

Não sou - vê lá - anuncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.

Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?

Sexta-feira, Setembro 01, 2006

ARTICLE - Body Scanner/Roupa sob medida


Body Scanner é uma máquina que tira medidas do corpo em 3D. Um laser escaneia o corpo em segundos captando suas medidas para depois utiliza-las para confecção de peças de roupas sob medida – muitas lojas já estão utilizando esta nova tecnologia para personalizar seus serviços. Na Galeria Lafayete (Paris) a loja Bon Marchê, além de vender roupas de grandes marcas do mundo todo como: Stella Mc Cartney, Vivienne Westwood, Azzaro, balanciaga, Chlöe, Dries Van Nöten, Isabela Capeto, Jil Sander, Miu Miu, Pucci, Sonia Rykiel entre outras; eles usam o body scanner para desenvolver calças jeans sob medida. Um luxo para quem pode pagar....
http://www.lebonmarche.fr/