Terça-feira, Outubro 31, 2006

ARTICLE - As Bruxas na Ilha de Santa Catarina

Hoje, dia 31 de outubro, comemora-se o dia das "Bruxas". Elas chegaram à Florianópolis em 1748. Por determinação de Dom João V, rei de Portugal, foram transferidos, em 1747, mais de 4.000 portugueses, oriundos das Ilhas de Açores e Madeira para as províncias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em 1748, começaram a chegar, na Ilha de Nossa Sra. do Desterro, atual Florianópolis, em Santa Catarina, os primeiros casais e desertores. Entre esses desertores, havia algumas mulheres que foram afastadas de Portugal acusadas de feitiçaria.
Assim sendo, os moradores da Ilha dos Açores trouxeram suas crenças, seus costumes, suas tradições e suas bruxas.
Aqui, na Ilha de Santa Catarina, elas voltaram às suas atividades como curandeiras, parteiras e conselheiras, sendo a partir de então conhecidas como benzedeiras. E a palavra bruxa ou feiticeira foi transferida para aquelas mulheres, vivas ou mortas, que realizavam magia negra e encantamentos para o mal.
Tal mudança de definição, de bruxa para benzedeira, deu-se por conta da deturpação que a palavra bruxa ou feiticeira sofreu pela Inquisição. Ser bruxa era sinal de conexão diabólica, era ser responsável por todas as desgraças e dificuldades existentes na vida cotidiana do povo.
Relatos sobre bruxas e benzedeiras são freqüentes nos antigos vilarejos da Capital, principalmente na Lagoa da Conceição, povoado que foi fundado em 1750, com o nome de Nossa Senhora da Conceição.
Pelo interior da ilha, principalmente nas comunidades da Lagoa da Conceição e do Ribeirão da Ilha, ainda podemos ouvir "causos" dos pescadores vítimas das bruxas, e das mães cujos filhos embruxados foram salvos pela benzedeira. Para espantar uma bruxa, a benzedeira da Ilha, junto com seus galhos de ervas, reza a seguinte oração:
"Treze raio tem o sóli, treze raio tem a lua, Sarta diabo pró inferno questa alma não é tua. Tosca marosca, rabo de rosca,Vassoura na tua mão, relho na tua bunda e aguilhão nos teus pés. Pôr riba do silvado e pôr baixo do tehiado! São Pedro, São Paulo e São Fontista Por riba da casa, São João Batista.Bruxa tatara-bruxa, Tu não me entre nesta casa nem nesta comarca toda. Pôr todos os santos dos santos. Amém!".
Marina Guadalupe Beims Autora do livro "Wicca e outras tradições"
Ilustração Antony Bascherott

Segunda-feira, Outubro 30, 2006

ARTICLE - Salto Alto

Ele é objeto de desejo, fetiche, motivo de distinção. Vários são os pesquisadores que desenvolvem seus trabalhos sobre o poder de sedução dos sapatos. Mas cuidado!
Boa parte dos sapatos de salto alto, inclusive alguns lançados para o verão, está longe de atender às recomendações dos especialistas.

Os problemas decorrentes destes calçados podem extrapolar a dor e se transformar em uma deformidade.

Eles causam, com o passar dos anos, tendinites, pequenos tumores benignos e desgastes nas articulações dos pés, joelhos e coluna.

O sapato ideal deve ter um salto de, no máximo, 2cm. Acima desta medida, ele altera o centro de gravidade do corpo, projetando-o para a frente e provocando um andar diferente (sensual).

Este processo provoca hiperextensão da coluna e desgasta os joelhos.

A base do salto deve ser, portanto, mais larga do que o calcanhar. Isto permite uma melhor distribuição do peso do corpo, quando a pessoa anda.

Mas para mulheres que não podem ou não querem fugir da rotina sacrificante do uso diário desses objetos de desejo, uma dica: ao chegar em casa, faça alongamentos e massagens nos músculos dos pés e das pernas, Este cuidado permite conciliar saúde com elegância.
Porém, em se tratando de desejo, sedução, fetiche quem se preocupa com as consequências?!
Marylin Monroe usava um salto mais curto que o outro para acentuar seu rebolado e deixá-lo mais sexy!

Fonte: Círculos da moda

Domingo, Outubro 29, 2006

Fashion Illustration - by nutrella
















Propaganda usando desenhos de crianças para as bisnaguinhas nutrella.
mais: www.nutrella.com.br

Sábado, Outubro 28, 2006

PROFILE - Jordi Labanda











Jordi Labanda , uruguaio que vive desde os três anos em Barcelona, é ilustrador e estilista e fez trabalhos para várias revistas, como as famosas Marie Claire, Elle e Vogue. Escreveu dois livros, e tem lojas na Europa. Existem diversos produtos com os desenhos dele, como capas de cadernos, mochilas, toalhas, etc. Conheça mais pelo site.

READING - Illustration à la mode

Illustration à la mode é um livro de desenho e ilustração de moda muito atual. Os traços modernos e ágeis dos artistas Junko Wong e Koko Nakano são um deleite para os olhos. Graphic-Sha Publishing, Japan (30. Juni 2006).

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

ON THE STREET - Recato Sexy!

Flagrada na Felipe Schimidt, Luanda Wilk desfila um estilo retrô moderno. Perfeita na combinação vestido decotado de poá, ultra sexy, com meia fio 40, com ar de recato, contrastando com a sua pela clara, cabelos ruivos desalinhados e maquiagem marcante. Nos acessórios bolsa de ombro e escarpim preto. O toque final da-se pelas bijuterias: fita no pescoço e pulseiras ambos de couro.
Florianópolis.

PROFILE - Karl Lagerfeld



Karl Lagerfeld já se tornou um mito: comandou em 1983 o renascimento da Maison Chanel, sendo responsável pelas suas coleções até hoje. Também trabalhou na Fendi e em diversas outras grifes.

Nascido em 1939, em Hamburgo, Lagerfeld teve uma infância muito erudita, voltada para as artes e a música clássica. Aos 14 anos, foi com a família para Paris e aos 16 vencia um concurso de moda. Quatro anos depois, deu início à sua vida profissional no ateliê do estilista francês Pierre Balmain e depois passou para a Maison Patou. No início dos anos 60, tornou-se um designer free lancer, criando coleções para grifes como Krizia e Chloé, além de desenhar sapatos para Valentino. Em 1984, lançou sua grife própria.

Tem uma coleção de armações de receituário e óculos solares produzidas e comercializadas pela francesa Berthet-Bondet, e distribuída no Brasil pela Pupila, e lançou uma linha especial, com caráter de edição limitada e peças numeradas, inspirada em sua coleção pessoal de óculos. Lagerfeld já chegou a desenhar 16 coleções por ano, mas atualmente cuida de oito linhas. Além disso é fotógrafo, tem uma biblioteca com mais de 250 exemplares de livros raros, e é dono da Librairie 7L, em Paris, um misto de livraria, galeria de arte e ateliê.

Quarta-feira, Outubro 25, 2006

LOOK FASHION - Bolsa e estojo







































O curso Superior Tecnólogo em Moda/Unisul tem em sua grade curricular a disciplina de Marketing. Nesta matéria, os alunos desenvolvem um projeto de produto de moda de caráter inovador, supervisionado pela professora Priscila Ortiga.

A turma, da 4ª fase de Tubarão, apresentou como proposta de trabalho um estojo para materiais básicos de desenho. A turma da 3ª fase de Floripa aprimorou a idéia do estojo. Aumentou suas medidas, agregou funções novas e desenvolveu uma bolsa como complemento. Assim, o conjunto desses acessórios, multifuncional, acomodam os diversos materiais de desenho como pincéis, lápis, borracha, caneta, cola, régua, tesoura, revista, folhas .................

Preço:
Estojo = R$ 30,00
Bolsa = R$ 40,00
Bolsa + estojo = R$ 65,00

Informações:
Roseli Laurindo
(48) 99195115

Terça-feira, Outubro 24, 2006

COMMENTS - COMENTE!!!!











COMENTE! COMENTE! COMENTE! SEUS COMENTÁRIOS SERÃO MUITO ESTIMULANTES PARA A CONTINUIDADE DESTE BLOG!

ON THE STREET - Ana Paula

























Ana Paula elaborou seu visual referenciando algumas influências estilísticas. Coordenou make up e figurino resgatando peças vintage:
- acessórios: cinto com tachas, gargantilha de couro, óculos estilo aviador marca Ray Ban;
- roupa: camiseta física básica, calça modelagem alfaiataria, justíssima e tênis All Star;
- make up: cabelo curto todo desfiado e com franja destacada e maquiagens - ar dramático - enfatiza os olhos carregados de muita sombra esfumaçada e rímel preto.

Percebemos um mix de gêneros: Rock, Punk, Hard Core e Nemo. A tatuagem, com desenho de influência tribal, ajuda a arrematar todos esses estilos.

Florianópolis/SC

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

FREE ZONE - Exposição Uniasselvi











Consideramos a criatividade um potencial inerente ao homem, e a realização desse potencial uma de suas necessidades.

As potencialidades e os processos criativos não se restringem, porém, à arte, mas é nela que se intensificam essas manifestações.

Assim, criar corresponde a um formar, um dar forma a alguma coisa. Sejam quais forem os modos e os meios, ao se criar algo, sempre se o ordena e se o configura. Entende-se o fazer e o configurar do homem como atuações de caráter simbólico. Toda forma é forma de comunicação ao mesmo tempo que forma de realização. Ela corresponde, ainda, a aspectos expressivos de um desenvolvimento interior na pessoa, refletindo processos de crescimento e de maturação (pessoal e profissional) cujos níveis integrativos consideramos indispensáveis para a realização das potencialidades criativas. OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação.

Pensando em despertar e desenvolver o potencial criativo dos alunos da 2ª fase, do curso Superior em Moda Uniasselvi/Indaial, a professora Kellyn Batistela realizou um trabalho de representação de bolsas . Tendo como suporte de criatividade uma única base (bolsa) e diversos materiais (crochê, plumas, renda, bordados, pedrarias, tecidos, couro, etc) os estudantes desenvolveram o acessório analisando as texturas, os volumes, as formas, as combinações de cores, etc.
Local:
Centro Universitário Leonardo Da Vinci - UNIASSELVI
Hall de entreda bloco F
Rodovia BR 470 - Km 71 - no 1040 - Bairro Benedito - Indaial/SC.

Domingo, Outubro 22, 2006

SHOP-WINDOW - Canto A



A vitrina da Loja Canto A - rua dos ilhéus, centro/Floripa - fez uma composição totalmente tropical. Estampa se confunde com a decoração, tudo muito verão!

FASHION ILLUSTRATION by Vanessa Neuber




Vanessa Neuber - aluna da 5a fase do curso Superior em Moda/Furb - para desenvolver estas ilustrações utilizou a técnica aquarela.

Sexta-feira, Outubro 20, 2006

CINEVIEW - Nip Tuck

Nip Tuck é um seriado americano criado por Ryan Murphy. Drama médico que explora o lado obscuro das cirurgias plásticas e o doloroso – e algumas vezes violento – caminho que leva as pessoas a buscar a beleza externa.

Na sua primeira temporada o seriado mostra várias cirurgias – entremeadas com problemas profissionais (de ética) e pessoais - como: implante de silicone nos glúteos, seios, panturrilha, queixo; implante de cabelo; cirurgia no rosto (olhos, nariz, testa, etc, maxilar, etc); prótese peniana; botox; lipoaspiração, entre outras.

Embora seja uma série muito polêmica, "NIP/TUCK" é um dos programas mais elogiados pela crítica americana, conquistou uma indicação ao Globo de Ouro 2004 de Melhor Série Drama e foi a série estreante mais assistida na tv a cabo americana em 2003.

Abaixo parte de um dos diálogos da primeira temporada muito interessante:
Introdução – Ao som de uma música brasileira, Christian Troy – que adora seu status de homem bem sucedido, solteiro e galã – sai da clínica e vai a um bar onde começa uma conversa com uma modelo:

(cirurgião) – Sozinha ou acompanhada?
(modelo) – Acompanhada.....esperando meu namorado!
(cirurgião) – Hummm, posso te pagar um drinque?
(modelo) – Eu não bebo!
(cirurgião) – Posso te pagar um jantar?
(modelo) – Eu não como, eu sou modelo!

Ele então pede a conta pro garçon.

(Garçon) não quer a saideira?
(cirurgião) – não obrigado, eu tenho que realizar uma cirurgia amanhã...

Neste momento há um interesse da modelo pelo cirurgião.....

(modelo) - Você é médico?
(cirurgião) – Cirurgião plástico!

Neste momento a modelo se interessa pelo cirurgião e os dois vão para a suíte (dele). Acontece uma tórrida cena de paixão entre os dois simultaneamente com uma noite morna entre o seu sócio da clínica com sua esposa. Ao amanhecer....

(modelo) – Oi, me leva de volta pra cama príncipe encantado....
(cirurgião) – Você não tem namorado? Não vai ter que explicar porque desapareceu ontem?
(modelo) – Ele não é meu noivo nem nada. Acha que uma garota como eu tem que esperar? Outro dia fui a uma boate famosa e o dono disse: por aqui dez! Um dez perfeito! – É assim que ele me chama!

Os dois conversam sobre trabalho, idade, etc e........ ela mente dizendo só ter 20 anos e quer conquistar uma beleza perfeita. Ele fala que tem que ter disciplina e algumas correções pra chegar a nota 10, no momento ela é 8. Ela indignada pergunta o que falta. Ele pede um batom e começa a sinalizar vários pontos do seu corpo.

(cirugião) – Você tem 26 anos, deve ter usado protetor solar, sua pele é boa. Com um peeling, um leve retoque sobre os olhos pode parecer ter 20 anos. Mas não dar pra negar, vc é muito bonita.
(modelo) - Eu não quero ser bonita, eu quero ser a melhor, eu quero ser perfeita. Vai me fala, o que eu preciso fazer?
(cirugião) – Tudo bem, tem um batom?

Ele a deixa nua e começa a analisa-la e risca-la...

(cirurgião) – beleza é simetria. Seu olho dirieto é meio milímetro mais alto do que o esquerdo. A bochecha, dá pra corrigir com uma prótese malar. Eu vou aplicar botox na testa e dar uma levantada....
(cirurgião) – Você tem descendência Irlandesa?
(modelo) – Em parte.
(cirurgião) – Há, isso explica o nariz levemente achatado. Vamos raspar a cartilagem.....pra ficar mais Christy Turlington. Os seios podem aumentar um número. E pode terminar fazendo uma pequena lipo abdominal. Acho que deu...... essas são as áreas com problemas!

Ela a vira para o espelho e ela se vê toda riscada, envergonhada e triste pergunta:

(modelo) – Eu sou tão feia assim.........eu fui rainha da formatura...
(cirugião) – não se preocupe, deixe seus defeitos te fazerem alimentar e que te empurrem pra onde nunca pensou que pudesse ir. Quando parar de buscar a perfeição você vai estar morta!

Elenco: Dylan Walsh (Dr. Sean McNamara), Julian McMahon (Dr. Christian Troy), John Hensley (Matt McNamara), Roma Maffia (Dra. Liz Cruz), Bruno Campos (Dr. Quentin Costa), Kelly Carlson (Kimber Henry), Jessalyn Gilsig (Gina Russo) e Joely Richardson (Julia McNamara).

Música tema: "A Perfect Lie", The Engine Room.

Terça-feira, Outubro 17, 2006

FREE ZONE - Semiótica e a Moda

"Nas linguagens da moda, não pode haver a obediência rígida a regras, simplesmente porque, quando o que está em jogo é a estética, a criatividade e a originalidade, a quebra de normas é exatamente o que se espera. A repetição de modelos, o dejà vu, o (quase) igual, a imitação, consistem em ausência de qualidade, em kitsch ou em qualquer outro fenômeno que não deve figurar nas linguagens estéticas. Para elas, o novo, o inesperado, enfim, a quebra de paradigmas vigentes é que é a norma. Portanto, nada de gramática na moda!"

Parte do texto - revista Catarina/07 - de Sandra Ramalho e Oliveira. Doutora em Comunicação e Semiótica, professora da UDESC.

FASHION ILLUSTRATION by Hans Christian

Segunda-feira, Outubro 16, 2006

SHOP-WINDOW by Quessada

A vitrina da loja Quessada - boulevard de Jurerê Internacional - mostra um look totalmente "perua": blusinha de lese - tecido de algodão provido de bordado aberto - short vermelho com abotoamento lateral dourado, sandália de salto e muita, muita bijuteria dourada.

READING - Arte & Moda

O livro "Arte & Moda", autoria de Florence Müller, faz parte da Coleção "Universo da Moda", editora Cosac & Naify. Ao todo são 80 páginas recheadas com muitas imagens e pouca informação escrita. Apesar do texto enxuto, de apenas 16 páginas, incluindo a cronologia que vem no final, o livro introduz muito bem o assunto, polêmico entre muitos estudiosos, ao buscar argumentos que comprovem que moda é mesmo arte, ou pelo menos, pode ser em muitos momentos.

Domingo, Outubro 15, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Glacyane Goergen



Glaciane Goergen - Furb//Blumenau - desenhou uma garota de 8 anos. Na ilustração ela utilizou a técnica de lápis aquarelável e aquarela em bisnaga.

Sexta-feira, Outubro 13, 2006

INTERVIEW by Amauri Carboni Bitencourt

Amauri Carboni Bitencourt, é graduado em Desenho Industrial pela Universidade Federal de Santa Catarina e mestrando em Filosofia/Ufsc. Iniciou seus primeiros estudos e trabalhos em artes plásticas como auto-didata e atualmente é professor de pintura em óleo sobre tela. Suas criações estão estampadas em vários catálogos como Graphic-Art – Barcelona (Espanha); Arte&Artistas; Artistas do Vernissage vol 2, 3 e 4, e revista Consulte –arte e decoração. Com um acervo em torno de 700 peças, já possui obras em coleções particulares no Uruguai, França, Espanha, Inglaterra, Itália, Japão e, é claro, muitas cidades brasileiras. Contatos: (48) 3324-3010 e 9992-9279– amauri@artesamauri.com
Home-page:
www.artesamauri.com

O que pode ser considerado uma obra de arte?

Em se referindo a arte clássica há alguns quesitos que devem ser preenchidos para ser considerado uma boa obra de arte. Posso citar aqui, por exemplo, a composição piramidal, a unidade e o equilíbrio, a técnica da perspectiva, o esfumato, o claro-escuro, dentre outras. Sobretudo após a Revolução Francesa houve uma significativa mudança na forma de pensar, ver e fazer arte. Assim os conceitos se multiplicaram e hoje, fica meio complicado, definir uma obra de arte ou até o que se entende por “arte”. Quando vemos nas exposições contemporâneas algumas obras que embaralham nosso olhar, causando-nos espanto e incômodos, sentimo-nos, na maioria das vezes, espectadores semi-analfabetos. Talvez algumas formas de pensar dos próprios artistas possam auxiliar no sentido, ao menos, de nos dar uma luz para a compreensão das exigências artísticas contemporâneas. A questão é que até o conceito de arte moderna e contemporânea se entrelaçam e muitas das artes que achamos ser contemporâneas são, na verdade, modernas, tão tênue é a linha que as delimitam. E vice-versa. Mas vejamos alguns conceitos: segundo Pablo Picasso (1881-1973) “Arte não é a aplicação de uma regra de beleza, mas daquilo que o instinto e o cérebro podem conceber além de qualquer regra”. Para Paul Klee (1879-1940) “A arte não reproduz o que é visível, ela torna visível”. De acordo com Marcel Duchamp (1887-1968) – um dos mais influentes artistas da arte moderna – “tudo pode ser arte desde que : 1) o artista afirme que aquilo é arte; 2) um especialista confirme o ato em texto; 3) o local onde será exposto seja conhecido por abrigar obras de arte”. Duchamp foi ao extremo sobre os conceitos de arte vigentes até então, pois colocou em uma exposição um mictório masculino (ironicamente denominado “a fonte”).



Como se lê uma pintura?

Olhar uma pintura clássica requer conhecimento de técnicas especiais que falei acima. A pintura moderna e contemporânea exige um entrelaçamento do espectador com a obra para poder dar-lhe sentido. Ou seja, olhar um quadro moderno ou contemporâneo é estar aberto para um salto no desconhecido. É ir além da simples busca visual de beleza, evocação da fé ou representação da natureza. Sem este salto não haverá entrelaçamento com a obra e esta não terá sentido. Assim, o nosso olhar se modifica, se implica, se renova e veremos mais do que um simples jogo de linhas, formas e cores; veremos, juntamente com Klee, como deixar “sonhar uma linha” ou olhando a Noiva de Duchamp perceber “um devaneio zenoniano sobre o movimento”.


Como acontece o seu processo criativo na elaboração de uma pintura?

O que tento exprimir é, a partir de estudos de alguns artistas e seus métodos criativos, re-elaborar métodos e técnicas e trilhar um caminho próprio, singular; um caminho único. Ou seja: de alguma forma sintetizo a arte de vários artistas e soltando-me nos traços, cores e formas realizo aquilo que chamamos de expressão artística ou mais precisamente, obra de arte. Assim minha arte é de fluxo e não de fixação. Alguns traços, cores e formas são pacientemente elaborados e outros, em contra-partida, são apressados da mesma forma como exige o nosso mundo pós-moderno de muita fluidez, de pressa, de gestos superficiais... Nesse sentido, o meu processo criativo tenta preencher os espaços vazios do silêncio. Espaços estes presentes nas relações, nas entrelinhas das conversas, no fluxo dos fenômenos. Como águas que fluem e nuvens que flutuam deixo-me guiar pelo processo criativo do momento presente. Para tal intento utilizo-me principalmente da pintura a óleo sobre tela e de alguns materiais de textura como pedras, juta, papel de seda, massa para modelar, dentre outros.


Como a arte pode influenciar e inspirar no desenvolvimento de um produto de moda?

Acredito que a arte se entrelaça com a moda no sentido de criação, de processo criativo. Ou seja, todo estilista é um artista. E também, de alguma forma, ao pintar um quadro temos de utilizar elementos de moda. Mesmo na mais simples vestimenta há cores e formas e isso também está presente, por exemplo, numa pintura ou escultura. Desta forma, conhecer e entender mais sobre arte, nos mais diversos movimentos artísticos e seus conceitos, será de grande utilidade para todo aquele que estiver envolvido no desenvolvimento de um produto de moda.

Quinta-feira, Outubro 12, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Gabriela Zanin
























Gabriela Zanin - Unisul/Fpolis - utilizou a técnica aquarela para desenvolver este desenho.

FREE ZONE - Ilusão Óptica
















Olhe fixamente para a figura....... ela parece se mexer? Esta sensação é chamada de ilusão óptica.

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

FASHION ILLUSTRATION



















Os desenhos, como as palavras, têm significados - que freqüentemente transcende o poder de expressão das palavras, e contudo é valiosíssimo por tornar compreensível o caos de nossas impressões sensoriais. (EDWARDS, Betty. Desenhando com o artista interior. São Paulo: Claridade, 2002. p. 9)

Para o aluno, realizar uma pesquisa de desenhos de moda (de autores diversos ), observando seus vários tipos e estilos, é importante para dar suporte na construção de um traço pessoal moderno e interessante.

Dicas de sites de desenho de moda:

www.fashion-templates.com/about/showcase/ : este site é muito interessante, ele é um tutorial de moda que mostra vários exemplos de desenhos de moda de diversos estilistas. Disponibiliza proporções do corpo, mãos, cabeças, etc.
www.patronesmoda.com/figuraesp.htm : tutorial de desenho de moda.
www.fashiontechniques.com/fashion-book-sp.htm : Diseño de la manera. Livro de Desenho de Moda - Técnicas de desenho
www.ftw-design.com/en/fashion.html : Este site contém mais de 50 imagens de desenho de moda dispostas por segmentos como: haute couture, street wear, tek wear, hip-rop wear, orfea´s wear entre outros.
www.renie.com : neste canal está disponível mais de 20 desenhos de moda pintados com caneta marker.
www.amydavis.com : desenhos divertidos e com cara de bonecos.
http:// www.lamontoneal.com/ : Muitas ilustrações famosas usando várias técnicas.
www.bama.ua.edu/page : desenhos modernos.
www.patriciayague.smugmug.com/gallery : traços primários
www.fashioncampus.it: modernos
www.daviddownton.com/fashionillus

ON THE STREET

Vestida com um visual totalmente inspirado nos uniformes escolares da década de 50 (saia de pregas xadrez, camisa social, gravata e blazer por cima), e cabelos vermelhos arrumados em tranças (estilo mangá), bota cano alto e meia até os joelhos, a gorota não passou despercebida. Estava Descendo a rua Felipe Schimidt avistei-a e não pude deixar de registrar.

Terça-feira, Outubro 10, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Johs

Segunda-feira, Outubro 09, 2006

PROFILE - Chanel






Coco Chanel, Mme. Chanel ou Gabrielle Bonheur Chanel, é o ícone do estilo no século XX. Foi a primeira designer francesa. Nascida em 1883, órfã aos seis anos de idade, foi criada por duas tias no interior da França até que uma vizinha resolveu leva-la a Paris. Chanel tinha 16 anos de idade. Entrou para o mundo da moda em 1910, trabalhando numa loja de chapéus. Quatro anos depois, tinha duas lojas e começou a desenhar roupas, misturando acessórios femininos e masculinos em criações simples e confortáveis.

Foi ela a criadora dos vestidos chemisiers, dos tailleurs e dos amplos cardigãs. Adotou o suéter masculino sobre saias lisas e retas e, em 1920, lançou calças masculinas, de boca larga, para mulheres. Dois anos mais tarde criou o perfume Chanel n◦ 5, o mais popular do planeta até os dias de hoje. Depois vieram as saias que deixavam à vista o tornozelo das mulheres, valorizando os sapatos, com bicos arredondados, as bolsas a tiracolo, as echarpes, as bijuterias, etc. Em sua Maison nasceu o “pretinho básico”, vestido reto que garantia elegância em qualquer situação. Quando faleceu, aos 81 anos de idade, o estilista alemão Karl Lagerfeld assumiu a Maison Chanel. http://www.chanel.com/

Marília Pêra está em cartaz com a peça “ Mademoiselle Chanel até o dia 17 de dezembro, no Teatro Maison de France - Av. Presidente Antônio Carlos, 58, Centro , Rio de Janeiro, informações 0300 789 6846. Mais acesse:
http://www.teatromaisondefrance.com.br/

FASHION ILLUSTRATION by Textile Report
























Ilustração retirada do caderno de tendências "Textile Report". Este material além de vários desenhos interessantes (como este) traz informações sobre moda em geral como: Tecnologia Têxtil, Premiére Vision Paris, fotos de vários desfiles, e outros fatos interessantes - tudo em Francês. Vale a pena conferir!!!!! Mais, acesse: www.modeinfo.com

Domingo, Outubro 08, 2006

FREE ZONE - Pasquale Bruni



Linda foto clicada para ilustrar a joia da grife Pasquale Buni. Esta marca é Italiana, seu site é muito interessante. http://www.pasqualebruni.com/

Sábado, Outubro 07, 2006

ON THE STREET - Johnny Bravo e Kellyn




















Kellyn em uma composição com Johnny Bravo. Ela num look vintage bem setentinha, vestido de linha (da sua tia), meias azul marinho e sapatos plataforma de vinil vermelho (discretíssimo).

Ele, personagem de um desenho animado produzido pelo Cartoon Network, é conhecido pelo seu visual um tanto quanto diferente: calça blue jeans, camiseta petra mega, ultra justa, óculos escuros o grande topete loiro e pesando 800 kg, suas marcas registradas.

Ele também é conhecido pela sua forte atração por mulheres bonitas. Embora nenhuma garota sexy queira ficar com esse gorila, ele nunca desiste, seu sonho é encontrar uma namorada. Na ilustração ele está tentando conquistar a Kellyn. Com certeza mais um fora.......

Técnica: Photoshop Total!!!!!

FASHION ILLUSTRATION by Ricardo Madeira
























Desenho à mão livre desenvolvido pelo professor Ricardo Madeira.
Técnica: caneta marker, fundo manipulado no photoshop.

INTERVIEW - Ricardo Madeira


Ricardo Madeira é graduado em Educação Artística /Udesc, Especialista em Moda: Criação e Produção /Udesc e mestre em Educação e cultura /Udesc. É professor de Desenho de Moda, Atelier de Costura, modelagem Industrial, Estilismo e Planejamento de coleção. Ministra cursos de extensão em moda pela Fapeu/ UFSC. Contatos ricardomadeira7@yahoo.com.br


Vc poderia comentar sobre a importância de aprender a fazer o desenho de moda à mão livre para a formação do designer de moda?

O designer de moda é um profissional de criação. Ele tem que ter idéias, que se transformarão em produtos de vestuário ou acessórios. O processo de transição entre a sua idéia e o produto acabado passa pelo desenho do modelo a ser produzido. O futuro profissional no seu processo de formação tem que ter dedicação e paciência para aprender as técnicas de desenho à mão livre, pois um designer de moda que não sabe desenhar dificilmente conseguirá espaço no mercado de trabalho.
O croqui de moda é um dos instrumentos do designer utilizado para exteriorizar suas idéias. Além desta função quais outras vc apontaria como importante no aprendizado do desenho de moda a mão livre?

O desenho de moda pode ser classificado em três tipos: desenho fashion, desenho de ilustração e desenho técnico. O desenho fashion também conhecido como croqui de moda, demonstra em linhas gerais as roupas através de uma boneca em proporções específicas vestida em um traje. O desenho de ilustração é o desenho fashion mais elaborado e adornado sem perder o seu aspecto ágil e a sua proporção alongada. O desenho técnico é o desenho da roupa planificada, sem o volume do corpo desenhado na proporção normal da figura humana sem estar alongada e serve para a construção da modelagem e colocar as informações técnicas do modelo. É necessário que o designer de moda seja um profissional completo e domine as três formas de desenho.
Quem você apontaria como o precursor na utilização do desenho de moda?

Wort, na metade do século XIX foi a primeira figura reconhecida pela história da moda como profissional que criava e ditava o que as suas clientes deveriam vestir. Como a profissão de criador de moda ainda está nos seus primórdios, a sua técnica de desenhar estava associada ao desenho clássico realista, diferente da figura alongada que conhecemos atualmente.
Analisando a linha do tempo, do início do séc. XX aos dias atuais, percebe-se uma variação na representação gráfica do desenho de moda. Qual a tendência na representação gráfica do desenho de moda atual?

O estilo de desenho de moda deve ser renovado de tempo em tempo. O designer de moda deve evoluir o seu desenho à medida em que a moda, a estética, as silhuetas se transformam, sem descaracterizar a sua forma de desenhar. O desenho de moda deve ter a atitude e a cara do público alvo do designer. O croqui deve caracterizar o consumidor vestindo um modelo de roupa com a mesma linguagem para buscar uma identidade entre os elementos visuais.

Parabenizo o Professor Ricardo Madeira pelo seu excelente trabalho na área da moda. Seus conhecimentos são múltiplos, desenho, modelagem, costura etc, etc. Criatividade não lhe falta!

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

FASHION ILLUSTRATION by Michele Reis
























Ilustração desenvolvida pela aluna, do curso superior em Tecnólogo em Moda Unisul/Florianópolis, Michele Reis.
Técnica: aquarela.

Terça-feira, Outubro 03, 2006

ARTICLE - Museu do Calçado/RS


















Museu Nacional do Calçado

Com mais de 18 mil peças que contam a história do calçado brasileiro, o Museu Nacional do Calçado, situado em Novo Hamburgo (RS), cidade conhecida por sua produção de calçados e matérias–primas para o segmento, está completando 7 anos. O espaço, que resgata a história do setor coureiro-calçadista de diferentes épocas, é referência para estilistas, designers e estudantes que serve de inspiração para criarem novos produtos .
Apesar de ter tantas peças, elas são expostas em menores quantidades, em mostras com temas definidos. Os demais exemplares ficam em sala de acervo, podendo ser consultados através de contato com a historiadora Ida Helena Thön. Um dos espaços com mostra fixa que mais chama a atenção é o chamado “Hall da Fama”. Nele, há calçados de personalidades ilustres, como chuteiras de Ronaldinho Gaúcho, calçados e acessórios de Érico Veríssimo, Gustavo Küerten, Jorge Amado e Zélia Gattai, Betinho Schmitz, Rui Sphor, Magic Paula, Jorginho Schmidt, Everaldo e Neto Fagundes.
O Museu localiza-se em Novo Hamburgo (RS), no Centro Universitário Feevale, Campus I, no bairro Hamburgo Velho, Av. Dr. Maurício Cardoso, 510. Diretor Geral, Cleber Prodanoy.
A visitação está aberta de segunda a sexta-feira, das 14 às 18 horas e das 19 às 22 horas. Nos sábados, o horário de funcionamento é entre às 8h15min e 12 horas. Para agendar visitas escolares ou saber mais sobre o museu, o telefone é (51) 3584 7101.
Núcleo de Pesquisa e Comunicação/UseFashionFotos: Divulgação

Segunda-feira, Outubro 02, 2006

SHOP-WINDOW by Boby Blue




Mais uma vitrina, verão 2007, de uma marca Catarinense a Boby Blue! A coleção, intitulada Sonhos em Cores, tem inspiração nas obras de Tercília Dos Santos e foi desenvolvida para o público feminino/adolescente.

Stylist: Edina Siemsen, Lígia Ramos, Patrícia Pelegrini e Rúbia H. Zanchett.

(Rua Deodoro - Centro - Floripa/SC)

Domingo, Outubro 01, 2006

ARTICLE - Tecido Conceitual






















O trabalho "Tecido Conceitual", supervisionado pela professora Maria Izabel Costa, foi desenvolvido na disciplina de Tecnologia Têxtil do curso de Especialização em Moda: Criação e Produção/UDESC - 2000. Atualmente, está exposto na Teciteca/UDESC - local desenvolvido pela mesma professora orientadora do trabalho - que é um espaço disponibilizado para estudos e pesquisas dos tecidos. Estes, são dispostos em bandeiras onde pode-se obter informações de nome, trama, composição, suas melhores aplicabilidades, servir de inspiração etc.

Processo de Inspiração e Criação do Tecido Conceitual

O tecido conceitual desenvolvido teve inspiração num dos estilistas e ícones da alta-costura e moda do século XX, Pierre Cardin. Analisando as suas criações, um de seus modelos da década de 60, em especial, chamou a minha atenção: um vestido traézio, de cortes geométricos e que dava a idéia de três dimensões.

Na década de 60 era tendência desenvolver formas orgânicas a partir de elementos geométricos, técnica muito utilizada na arquitetura, decoração e por Pierre Cardin em seu processo de criação no desenvolvimento das coleções. Fiz uma conexão entre a criação analisada, o vestido trapézio e a sua biografia e a utilizei como fonte de inspiração, fazendo um trabalho de releitura para confeccionar o tecido.

Observando o vestido trapézio e relacionando-o com a criação do tecido, as linhas duplas que separam as formas arredondadas, em detalhe na cintura e na barra do vestido, foram lembradas pela fita prata. A trama, tecido com armação-tela de fios de algodão e fita prata separados e dispostos em linha reta, reporta a sobriedade encontrada na forma do vestido trapézio (linha A). Contrapondo a esta sobriedade de linhas retas, foram utilizadas bolinhas de isopor simbolizando as figuras geométricas arredondadas e o efeito de três dimensões dando leveza ao tecido.

Analisando as criações de Pierre Cardin, o fio de algodão foi utilizado para representar o material tradicional, relacionando-o com a seriedade no trabalho de pesquisa e desenvolvimento de suas coleções. As bolinhas de isopor foram utilizadas para representar o material invulgar, toda a sua perspicácia, ousadia e inovação. Pierre Cardin inovou em seus negócios uma vez que, entre outros feitos, fortaleceu as relações comerciais com o Japão e China, foi o pioneiro no lançamento de uma linha prêt-à-porter e também o primeiro estilista a lançar uma linha unisex em suas coleções. Logo, a fita prata simbolizaria sua inovação nas criações e a visão do futuro que tinha nos negócios.


Francisco Ponciano

FASHION ILLUSTRATION by Marcela Maliszeshi



Ilustração desenvolvida pela aluna, do curso Técnico em Estilismo (Senai/Blumenau - 2001), Marcela Maliszehi.

Técnica: caneta marker