ARTICLE - Múltipla Moda

............Pare por um minuto e leia pausadamente as palavras e expressões a seguir:
· Excessos, overdose de estímulos, inflação de imagens.
· Hiperprodução e hipervalorização da informação.
· Tecnologização do cotidiano: celulares, microcomputadores, laptops, correio eletrônico.
· Ausência e confusão de valores: pergunte-se a ética contemporânea “O que é bom?”; “O que é mal?”; “O que é ter?”; ”O que é ser?”.
· Supervalorização da imagem: sensação de que a realidade é menos interessante do que a imagem dela mesma.
· Desejo de midiatizar a vida e torná-la espetacularizada – vide programas de TV “a la” Ratinho, Leão Livre, Linha Direta ou, ainda, os reality shows.
· Predominância do discurso, em detrimento da mercadoria palpável: vende-se “atitude” e estilo de vida. “Filmes e slogans procuram menos provar a excelência objetiva dos produtos do que fazer rir, fazer ‘sentir’, provocar ressonâncias estéticas, existenciais, emocionais” (LIPOVETSKY, 1989).
· Sensação de desnorteamento, de vazio, de falta de referências.
Agora responda: você se reconhece, identifica elementos de sua realidade nas proposições apresentadas? Este não é mais um teste das inúmeras revistas que procuram decifrar sua personalidade. Mas é provável que as proposições formem um retrato bastante fiel da maioria das angústias que povoam seu dia a dia.
· Excessos, overdose de estímulos, inflação de imagens.
· Hiperprodução e hipervalorização da informação.
· Tecnologização do cotidiano: celulares, microcomputadores, laptops, correio eletrônico.
· Ausência e confusão de valores: pergunte-se a ética contemporânea “O que é bom?”; “O que é mal?”; “O que é ter?”; ”O que é ser?”.
· Supervalorização da imagem: sensação de que a realidade é menos interessante do que a imagem dela mesma.
· Desejo de midiatizar a vida e torná-la espetacularizada – vide programas de TV “a la” Ratinho, Leão Livre, Linha Direta ou, ainda, os reality shows.
· Predominância do discurso, em detrimento da mercadoria palpável: vende-se “atitude” e estilo de vida. “Filmes e slogans procuram menos provar a excelência objetiva dos produtos do que fazer rir, fazer ‘sentir’, provocar ressonâncias estéticas, existenciais, emocionais” (LIPOVETSKY, 1989).
· Sensação de desnorteamento, de vazio, de falta de referências.
Agora responda: você se reconhece, identifica elementos de sua realidade nas proposições apresentadas? Este não é mais um teste das inúmeras revistas que procuram decifrar sua personalidade. Mas é provável que as proposições formem um retrato bastante fiel da maioria das angústias que povoam seu dia a dia.
E você não está sozinho nessa, é claro. Pois elas nada mais são que algumas variáveis da rede que habitamos. Trama que, aparentemente, libertaria o sujeito das representações e dos lugares “fixos” delimitados na concepção de “indivíduo” na Modernidade.
Texto: MESQUITA, Cristiane. Moda Contemporânea - quatro ou c
Fonte: Moda Contemporânea - cinco conexões possíveis. p. 53.
Foto: Walter Van Beirendonck. Printed T-Shirt and Rubber Trousers. Autumn/winter 1995/96. Photograph by Jean-Baptiste Mondino. Livro: The Fashion Book. p. 474


4 Comments:
Pelos posts abaixo, você anda lendo um bocado de livros de moda, sociologia, antropologia e afins...rs. Adoooro! :-)
uma boa dica pra vc divulgar é o Brazil´s Next Top Model, que já está no meu blog.
veja lá ...
bjOx.
jaQ.
fazem sucesso e muitos são interessantes...
angústia
do Lat. angustia
s. f.,
estreiteza;
aperto;
limitação de espaço;
opressão;
aflição;
desgosto;
tribulação;
agonia.
E alguém não se encaixa em nenhum dos significados? Se não, olhe bem!
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