Terça-feira, Dezembro 04, 2007

READING - HISTÓRIA DA BELEZA DE UMBERTO ECO


Todo mundo ama o belo e, quer ser ou se sentir belo, a ponto de estudos acadêmicos sobre o feio serem raros. E, embora os filósofos tentem há séculos uma explicação para os dois, o feio sempre foi definido em oposição ao belo.

Umberto Eco em sua ´História da Beleza´, que ele contou há quatro anos, é a prova mais evidente que até mesmo o semiólogo se preocupou antes com o belo, a ponto de só agora lançar sua contrapartida, ´A História da Feiúra´ (Editora Record, 454 págs., R$ 160).

Desde que o filósofo alemão Karl Rosenkranz publicou, em 1853, seu tratado sobre o assunto (´Aesthetik des Hässlichen´), poucos estudiosos - Adorno e Longhi, entre eles - ousaram colocar em discussão obras que trataram do repelente, do horroroso, do grotesco, do imundo e repugnante.

Eco limita-se, portanto, a registrar a trajetória desses dois valores na civilização ocidental. O leitor não vira página sem topar com um exemplo que ilustre o que diz o escritor sobre ´feios´ criados por artistas distantes tanto no tempo como em suas concepções estéticas, dos Cristos flagelados de Mestre Teodorico (século 14) às crianças enforcadas do contemporâneo Maurizio Cattelan.

Eco segue um pouco os passos do hegeliano Rosenkranz, que traçou uma analogia entre o feio e o mal moral, retomando a idéia de que o feio é um possível erro que o belo contém em si.

Fonte: Diario do Nordeste

2 Comments:

Blogger claudia said...

Oi.........aconselho-te também o outro livro de Humberto Eco,"História da Beleza", é um livro muito bom, trata a beleza de uma forma diferente. Beijinhos.....

6:25 AM  
Anonymous Rodrigo said...

Olá Francisco,
Gostaria de entrar em contato contigo para apresentar meus desenhos.
Add o endereço:

rmuller20@hotmail.com

Grato,

Rodrigo Müller

11:37 AM  

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