Terça-feira, Julho 01, 2008

PARECE MAIS NÃO É...............


A rapidez do consumo, o sucesso das marcas e o alto preço dos produtos originais geraram uma indústria multinacional de falsificação.

A falsificação tem tantos anos como a moda. Todos os comerciantes de íntens do vestuário, de alguma forma, inspiram-se, legitimamente, nos estilistas mais influentes.

Uma das primeiras cópias registradas foi a de um tecido escocês xadrez que só podia ser usado pelos membros de determinado clã na Escócia.

Nos anos 1930, Coco Chanel se vangloriava de ter seus vestidos copiados, pois considerava a cópia como a consagração de um produto. Certamente, se vivesse nos tempos da pirataria industrial não teria mais a mesma opinião.

A aquisição de objetos de marca desde os anos 1980 tornou-se uma necessidade básica para quem quer obter status num abrir e fechar de olhos.

A rapidez na qual as tendências e marcas são consumidas, o preço alto dos produtos originais associado ao sucesso de marketing das grifes de luxo gerou uma incontrolável indústria da falsificação.

A pirataria ganhou porte industrial, e à primeira vista fica quase impossível distinguir alguns produtos originais do pirateado. Calcula-se que o comércio mundial de falsificações fatura bilhões por ano.

Estima-se que devido à pirataria os cofres públicos no Brasil deixam de arrecadar mais de R$ 30 bilhões, e 1,5 milhão de pessoas deixam de ter trabalho no país.

Além de todo esse prejuízo ao mercado, a indústria da cópia ainda pode estar colaborando com o terrorismo. Investigações no Brasil e Exterior confirmam a conexão da pirataria com o crime organizado e, conforme o site da Interpol, o comércio da cópia está se tornando cada vez mais atraente também para o terrorismo internacional por exigir investimento inicial baixo, ganhos altíssimos e sofrer pouca repressão policial.

Itens de moda falsificados são mais fáceis de circular pelo universo que as drogas ilícitas. Além disto, falsificação não paga impostos, não tem despesa com publicidade e, em geral, explora a mão de obra barata.

Fonte: Diário Catarinense – suplemento Donna Dc 23/11/03. p. 18

1 Comments:

Anonymous tati said...

A falsificação nem sempre é dos produtos de luxo e marca, como chanel e louis vouitton, longe de querer comparar, mas me deparei com cópias idênticas das minhas bolsas na feira de artesanato (super famosa em belo horizonte).
posso pensar que isso é algo bom, como disse chanel, mas como você disse nesse post, e os impostos, trabalho arduo, desenvolvimento...
é, não tem como fugir disso hoje em dia, afinal a moda é para todos né?
pra pensar mesmo! adorei o post.
tati
www.iboatelier.com/blog

3:46 PM  

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